Conceição Aparecida, de 67 anos, está internada há sete meses em um hospital de Umuarama, no noroeste do Paraná, com Encefalite de Bickerstaff. A doença neurológica autoimune foi causada após um quadro de chikungunya – arbovirose transmitida pela picada do Aedes aegypti.
O início daquilo que seria uma longa jornada de recuperação foi quando, após 11 dias em coma, ela apresentou o primeiro sinal de consciência no momento em que o filho pediu para que, se ela estivesse ouvindo ele, mexesse a cabeça.
A idosa foi levada às pressas ao Hospital Municipal de Iporã, cidade em que mora, no dia 19 de junho de 2025. Entubada, inconsciente e em estado grave, ela foi transferida ao Hospital Cemil, em Umuarama, a 55 quilômetros de distância.
De acordo com Karina Farah, médica pneumologista que acompanha o caso de Conceição, a idosa teve sintomas gravíssimos de encefalite: tetraplegia, alterações oculares e rebaixamento do nível de consciência.
Moacyr Gomes Brito, filho que testemunhou a mãe realizando o primeiro movimento, conta que a família visitava o hospital todos os dias em busca de atualizações sobre o estado de saúde dela. O gesto singelo de Conceição, no dia 30 de junho de 2025, fez com que médicos e familiares tivessem esperança de que aquele quadro seria revertido.
Nesta terça-feira (20), Conceição permanece no Hospital Cemil, mas com expectativa de alta hospitalar para os próximos dias.





