A CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) está trabalhando discretamente para estabelecer uma presença permanente dos EUA na Venezuela, liderando os planos do governo Trump de exercer sua influência recém-adquirida sobre o futuro do país, segundo múltiplas fontes familiarizadas com o planejamento.
As discussões de planejamento entre a CIA e o Departamento de Estado têm se concentrado em como será a presença americana no país, tanto a curto quanto a longo prazo, após a dramática captura do ditador Nicolás Maduro no início deste mês.
Embora o Departamento de Estado sirva como a principal presença diplomática dos EUA no país a longo prazo, o governo Trump provavelmente contará com a CIA para iniciar esse processo de reentrada devido à transição política em curso e à instabilidade da situação de segurança na Venezuela pós-Maduro, acrescentaram as fontes.
Os Estados Unidos costumam enviar diretores da agência ou altos funcionários da inteligência para reuniões delicadas com líderes mundiais a fim de discutir assuntos sensíveis com base em informações coletadas.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, foi o primeiro alto funcionário do governo Trump a visitar a Venezuela após a operação contra Maduro, reunindo-se com a presidente interina, Delcy Rodríguez, e líderes militares no início deste mês.
A CIA provavelmente será responsável por informar as autoridades venezuelanas sobre informações relevantes da inteligência americana relacionadas a esses adversários, incluindo China, Rússia e Irã, conforme outra fonte familiarizada com as discussões de planejamento em andamento.





