Inquérito aponta negligência e indicia médica e enfermeira no caso do bebê dado como morto e retirado vivo do velório
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Inquérito aponta negligência e indicia médica e enfermeira no caso do bebê dado como morto e retirado vivo do velório

29/01/2026 | 11:30 Por Gabriel Vinicius Cabral

Uma enfermeira e uma médica da Maternidade Bárbara Heliodora foram indiciadas por homicídio culposo no caso do recém-nascido que nasceu prematuro e foi dado como morto na unidade de saúde, em Rio Branco, em outubro do ano passado. A informação foi repassada pela Polícia Civil na última terça-feira (27) durante coletiva.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que acompanha o caso e que, desde o início das investigações, tem colaborado com as autoridades e fornecido todas as informações pedidas.

“Esclarece, ainda, que acatará integralmente qualquer decisão que venha a ser proferida pelo Poder Judiciário, mantendo seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução dos serviços de saúde”, diz parte do comunicado.

Os nomes das suspeitas não foram divulgadas. O coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Alcino Júnior, explicou que a perícia identificou que houve negligência e falta de cuidados das profissionais nos pós-parto e imperícia com o bebê.

O inquérito foi finalizado e encaminhado a Justiça. O Ministério Público Estadual (MP-AC) deve oferecer a denúncia.

O caso chocou a população acreana e fez com que o governador Gladson Camelí determinasse o afastamento da equipe que atendeu o caso à Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre).

A criança não resistiu e morreu por volta das 23h do dia 26 de outubro na Maternidade Bárbara Heliodora, onde estava internado.