A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na última terça-feira (27), o primeiro modelo de profissionalização da arbitragem nacional, que contemplará inicialmente 72 árbitros. A entidade pretende investir cerca de R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização dos árbitros no biênio 2026/2027.
O Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO) começará oficialmente em março deste ano e está estruturado em quatro pilares: “Estrutura Geral”, “Excelência com Saúde”, “Capacitação Técnica” e “Tecnologia e Inovação”.
Os árbitros serão remunerados, com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, e deverão se dedicar prioritariamente à atividade, sem a obrigação de exclusividade. Inicialmente, o modelo é voltado para a Série A do Campeonato Brasileiro. No entanto, os árbitros profissionalizados vão poder trabalhar em outras competições ao longo do ano.
Além da remuneração específica, os 72 árbitros vão ser avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Os profissionais de arbitragem receberão notas por uma composição de variáveis, como controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação. Os árbitros vão dispor de planos individualizados, com uma rotina semanal de treinos, e estarão sob monitoramento tecnológico, além de integrarem um ranking que será atualizado a cada rodada.
Em nota, a CBF também informou que haverá uma rotina de capacitação, com imersões mensais, aulas teóricas, testes e sessões práticas em campo. Os árbitros poderão dispor também de recursos da análise de desempenho, com feedbacks individualizados após cada partida, em que discutirão lances polêmicos.





