O Operário Ferroviário derrotou o Azuriz por 2 a 0, porém o resultado esconde questões que podem ser prejudiciais no futuro. No primeiro jogo das quartas de final do Campeonato Paranaense, realizado em Ponta Grossa, o atual detentor do título decidiu a disputa rapidamente, marcando gols ainda no primeiro tempo, e depois mais se ocupou em controlar os riscos do que em demonstrar seu domínio técnico.
O começo da partida favoreceu o Fantasma, que encontrou pouca resistência de um Azuriz mal organizado na defesa. O gol de Vinicius Diniz, aos 17 minutos, expôs a vulnerabilidade na marcação aérea, com o defensor subindo sem ser incomodado após uma cobrança de falta. Aos 40 minutos, o segundo gol foi marcado em mais uma jogada mal defendida, quando a bola cruzou a área sem ser interceptada até que Moraes finalizasse de forma livre. A vantagem conquistada foi mais fruto das falhas do oponente do que de um controle firme do Operário.
No segundo tempo, a atitude do time da casa piorou. O Operário reduziu o ritmo, recuou demais e deixou o Azuriz ganhar espaço. Maranhão deixou passar uma oportunidade evidente, enquanto Caetano acertou o travessão em um chute de fora da área, em jogadas que mostraram as falhas defensivas e a falta de controle do Fantasma. O jogo ficou em aberto, embora o placar não refletisse essa situação.
A expulsão de Caetano, após a revisão do VAR, foi crucial para aliviar a pressão sobre o Operário. Com um jogador a mais, a equipe teve a chance de manter o resultado, mesmo que não conseguisse transformar essa vantagem numérica em controle territorial ou em criação de jogadas ofensivas. Mesmo assim, nos acréscimos, Gabriel Zeca não conseguiu marcar devido a uma defesa importante de Vagner Silva, reforçando a percepção de que a vitória por 2 a 0 foi generosa.
Esse resultado coloca o Operário em uma posição confortável, permitindo que perca por um gol no jogo de volta, no entanto, a atuação acende um alerta. A queda significativa de desempenho no segundo tempo e a dificuldade em controlar o jogo em momentos cruciais revelam limitações que não podem ser desconsideradas. Por sua vez, apesar da desvantagem e da expulsão, o Azuriz sai com a impressão de que foi severamente punido por erros isolados, mas ainda se mostra competitivo o suficiente para acreditar em um confronto mais equilibrado em Pato Branco, no próximo domingo.





