A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) poderá investigar, se surgirem evidências, as alegações de que atletas de salto de esqui estão injetando substâncias em seus pênis para melhorar o desempenho esportivo.
Em janeiro, o jornal alemão Bild noticiou que os saltadores estavam injetando ácido hialurônico em seus pênis antes de serem medidos para seus trajes.
O ácido hialurônico, que não é proibido no esporte, pode ser usado para aumentar a circunferência do pênis em um ou dois centímetros.
Isso aumentaria a área de superfície de seus trajes durante a competição, o que, segundo a FIS, a Federação Internacional de Esqui e Snowboard, poderia aumentar seu voo no ar.
Questionado sobre as alegações do Bild durante uma coletiva de imprensa nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, o diretor-geral da Wada, Olivier Niggli, disse não ter informação sobre o assunto.
Visivelmente achando graça da pergunta, o presidente polonês da Wada, Witold Banka, brincou: “O salto de esqui é muito popular na Polônia, então prometo que vou analisar isso”.
O diretor de comunicação da FIS, Bruno Sassi, disse à BBC Sport que “nunca houve qualquer indicação, muito menos evidência, de que algum competidor tenha feito uso de injeção de ácido hialurônico para tentar obter vantagem competitiva”.
Antes do início de cada temporada, os atletas de salto de esqui são medidos usando scanners corporais 3D, nos quais devem usar apenas “roupa íntima elástica e justa ao corpo”.
As regras estipulam que os trajes devem ter uma tolerância de apenas 2 a 4 cm e, como parte do processo de medição, a altura da virilha também é medida.
A altura da virilha do traje deve corresponder à altura da virilha do atleta, com um acréscimo de 3 cm para os homens.
O ácido hialurônico injetado no pênis pode durar até 18 meses.
Já houve tentativas anteriores de melhorar o desempenho por meio de manipulações nos trajes.
Em agosto, os medalhistas olímpicos noruegueses Marius Lindvik e Johann Andre Forfang foram suspensos por três meses por seu envolvimento na adulteração dos trajes durante a prova de salto em pista longa no Campeonato Mundial de Esqui em Trondheim, Noruega, em março.
Embora depois tenha sido descoberto que os próprios atletas não tinham conhecimento da adulteração, a FIS afirmou que a equipe “tentou burlar o sistema” colocando fios reforçados nos trajes de competição.
As Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026 começam oficialmente nesta sexta-feira (6/2) e vão até o dia 22 de fevereiro. Essa é a 25ª edição da competição.
O salto de esqui tem sua primeira prova na segunda-feira (9/2).
O Brasil disputa os Jogos Olímpicos de Inverno desde 1992. Essa é a décima participação do Brasil, que terá a maior delegação da sua história com 15 atletas (incluindo um reserva) e busca uma medalha inédita.
Os atletas brasileiros vão competir em cinco esportes: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard.
Dos 15 atletas brasileiros que estarão nas Olimpíadas, 11 nasceram no Brasil. Os outros quatro — Lucas Pinheiro, Pat Burgener, Augustinho Teixeira e Giovanni Ongaro — são naturais de outros países, mas têm dupla nacionalidade e escolheram representar o Brasil.





