Está sendo realizado nesta quinta-feira (19), no Tribunal do Júri do Fórum de Ponta Grossa, o julgamento de Jhonatan Cardoso da Silva, de 27 anos, acusado de matar Renata Santos Lourenço, de 26 anos, que estava grávida de três meses. O caso é tratado como feminicídio com agravantes e gerou forte repercussão na cidade.
Relembre o caso
O crime ocorreu na manhã de 28 de agosto de 2024, na Vila Coronel Cláudio. Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná, Renata foi morta dentro da própria residência com golpes de faca na região do pescoço.
O corpo foi encontrado ao lado da filha do casal, de três anos, que não sofreu ferimentos e ficou sob os cuidados da família materna.
À época, o delegado responsável pelo caso, Luís Gustavo Timossi, informou que o crime teria ocorrido após desentendimentos motivados pela recusa da vítima em aceitar o envolvimento do companheiro com o tráfico de drogas. A Polícia Militar confirmou que o homicídio aconteceu na presença da criança.
O suspeito foi preso no mesmo dia, no fim da tarde, após buscas realizadas pelas forças de segurança. Ele foi localizado na casa do pai. Durante os desdobramentos, o imóvel foi alvo de disparos de arma de fogo em um ato de retaliação. O pai do acusado, de 47 anos, morreu e duas crianças, de dois e três anos, ficaram feridas.
Julgamento
Segundo o advogado Helian Kosloski dos Santos, assistente de acusação, a família espera a condenação do réu por homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro e tráfico de drogas.
Durante a sessão, devem ser ouvidas testemunhas e apresentadas as provas reunidas ao longo da investigação. O júri ocorre ao longo do dia, com a presença de familiares e representantes legais.
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