O dissídio coletivo envolvendo trabalhadores do transporte público de Ponta Grossa será julgado pela Seção Especializada do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), após tentativa de conciliação sem acordo entre as partes.
A audiência ocorreu na tarde de segunda-feira (23), por videoconferência, e foi conduzida pelo desembargador Benedito Xavier da Silva, vice-presidente do tribunal. A procuradora Renée Araújo Machado participou como representante do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Propostas divergentes
O Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo de Ponta Grossa (Sintropas) reivindica reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 8% de aumento real.
Já a empresa Viação Campos Gerais (VCG) propõe apenas a reposição inflacionária com base no INPC. Segundo informado, a posição da empresa leva em conta a judicialização do dissídio e a resistência da categoria em firmar um acordo com validade de dois anos.
Tentativa de conciliação sem avanço
Durante a audiência, o desembargador e a representante do MPT defenderam a conciliação como alternativa mais vantajosa. Apesar de ambas as partes demonstrarem disposição para negociação, não houve avanço nas propostas.
Com isso, o processo segue para julgamento no TRT-PR. Em nota, o Sintropas afirmou que não há possibilidade de greve, uma vez que o dissídio coletivo já foi instaurado.
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