A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta semana o inquérito que investigava uma série de estelionatos conhecidos como “golpe do falso emprego”, registrados em Ponta Grossa.
Uma mulher de 32 anos, natural de Curitiba, foi indiciada por quatro crimes de estelionato consumado em concurso material, quando os crimes são considerados separadamente pela Justiça.
Como o golpe funcionava
De acordo com as investigações conduzidas pelo setor operacional da 13ª Subdivisão Policial, a suspeita utilizava redes sociais para anunciar vagas fictícias de emprego, principalmente para funções como motorista particular e cuidador de idosos.
Ao entrar em contato com os candidatos, ela se apresentava com o nome falso de “Priscila de Almeida” e afirmava ser psicóloga responsável pelo recrutamento de uma empresa de Recursos Humanos.
Para tornar o golpe mais convincente, a investigada alugava salas de coworking em Ponta Grossa, onde realizava entrevistas presenciais e simulava processos seletivos completos, com aplicação de provas e questionários.
Durante a suposta etapa final do processo, alegava ser necessário realizar um “reconhecimento facial” exigido pela empresa contratante. Nesse momento, fotografava os documentos originais e o rosto das vítimas.
Com os dados pessoais e a biometria facial, a mulher abria contas bancárias e contratava empréstimos, além de realizar financiamentos de veículos de luxo em nome das vítimas, sem que elas tivessem conhecimento das transações.
Identificação da suspeita
A identificação da autora ocorreu após troca de informações entre delegacias de Ponta Grossa e Guarapuava.
Segundo a polícia, a mulher havia sido presa em flagrante no dia 3 de fevereiro de 2026, em Guarapuava, enquanto tentava aplicar o mesmo tipo de golpe.
O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
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