Ministro ficará à frente da Suprema Corte durante o recesso do Judiciário e continuará responsável por processos de grande repercussão política.
Moraes assume comando do STF durante recesso
O ministro Alexandre de Moraes assumiu interinamente, nesta quinta-feira (16), a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o recesso do Judiciário. Vice-presidente da Corte, ele substitui temporariamente o ministro Edson Fachin, que retorna ao comando do tribunal no início de agosto, com a retomada das atividades.
A mudança ocorre em um período marcado por investigações envolvendo aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e por recentes decisões judiciais relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atuação em processos de grande repercussão
Nos últimos anos, Alexandre de Moraes esteve à frente de processos considerados de grande impacto político e institucional. Em 2022, presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais e supervisionou inquéritos no STF, como os das fake news e das milícias digitais.
Após as eleições daquele ano, também participou do julgamento que tornou Jair Bolsonaro inelegível até 2030 e do processo referente à tentativa de golpe de Estado, que resultou na condenação do ex-presidente e de outros envolvidos.
Decisões recentes
Em 2026, decisões assinadas por Moraes tiveram reflexos no cenário político. Entre elas, está a restrição que impede o pré-candidato Flávio Bolsonaro de visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar humanitária, até o intervalo entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
Segundo a decisão, a medida foi adotada após a divulgação de uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente, publicada por Flávio Bolsonaro. O ministro avaliou que a divulgação poderia representar descumprimento das medidas cautelares impostas e caracterizar propaganda eleitoral antecipada.
Reações
A decisão gerou críticas por parte de Flávio Bolsonaro, que afirmou que o ministro estaria interferindo no processo eleitoral. O senador também fez novas críticas ao Supremo Tribunal Federal em manifestações públicas realizadas nesta semana.
O caso ainda poderá ser analisado pela própria Corte, que poderá manter ou rever a decisão.





