Funcionárias são demitidas após morte de bebê em creche de São Paulo
Brasil Notícia

Funcionárias são demitidas após morte de bebê em creche de São Paulo

28/07/2026 | 19:44 Por manu

Menino de 1 ano e 4 meses morreu após prender a cabeça em uma grade dentro da unidade. Polícia Civil investiga a responsabilidade de cinco profissionais.

Duas funcionárias do Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, em São Paulo, foram demitidas após a morte de um bebê de 1 ano e 4 meses ocorrida na unidade. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a responsabilidade de profissionais da creche.

Funcionárias foram substituídas

A Prefeitura de São Paulo confirmou o desligamento das duas funcionárias, mas não informou quais cargos elas ocupavam.

Segundo a administração municipal, a decisão foi tomada pela entidade responsável pela gestão da creche conveniada. As profissionais já foram substituídas por outras servidoras.

Polícia investiga cinco profissionais

A Polícia Civil instaurou investigação para apurar a responsabilidade de cinco profissionais da unidade, entre elas a diretora e a coordenadora.

O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A sala onde ocorreu o acidente permanece interditada desde a última sexta-feira (24) e passa por análise técnica.

Prefeitura poderá adotar novas medidas

A creche continua funcionando normalmente. No entanto, a Prefeitura informou que, caso sejam constatadas irregularidades, poderão ser adotadas medidas administrativas, incluindo o descredenciamento da organização responsável pela unidade.

Família questiona falta de supervisão

A vítima, identificada como Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, era filho de imigrantes senegaleses.

Segundo o advogado da família, o menino foi levado pelo pai à creche por volta das 7h30. Cerca de uma hora depois, a instituição informou que a criança estava sendo atendida em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) após passar mal.

De acordo com a defesa da família, o bebê já chegou sem vida à unidade de saúde.

Ainda conforme o advogado, a criança teria prendido a cabeça em uma grade e morrido por asfixia. A versão consta, segundo ele, nos documentos médicos apresentados à família.

A defesa também questiona a ausência de monitoramento e supervisão no momento do acidente.

Modelo de creches conveniadas volta ao debate

O caso reacendeu a discussão sobre o modelo de creches conveniadas adotado pelo município de São Paulo.

Dados apontam que a maior parte das crianças de 0 a 3 anos matriculadas na rede municipal frequenta unidades administradas por organizações parceiras.

Auditorias já haviam apontado diferenças na proporção entre professores e alunos nessas unidades em comparação às creches administradas diretamente pelo município.

As investigações da Polícia Civil e as análises técnicas da Prefeitura seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte do bebê.