Moradora do distrito de Caetano Mendes recebeu homenagem cercada por familiares, amigos e integrantes da comunidade em celebração marcada por música, carinho e reconhecimento à sua trajetória.
Homenagem reúne comunidade em Tibagi
Amantina dos Santos Duvirgem, conhecida carinhosamente como Dona Júlia, foi novamente homenageada em Tibagi. Aos 126 anos, a moradora do distrito de Caetano Mendes participou de uma celebração organizada pela comunidade, reunindo familiares, amigos, cuidadores e moradores da região.
A comemoração contou com música, homenagens e momentos de confraternização. Registros da festa também repercutiram nas redes sociais, recebendo milhares de mensagens de carinho e admiração pela longevidade da idosa.
História de superação
Dona Júlia tornou-se uma das figuras mais conhecidas de Tibagi por sua trajetória de vida marcada pela superação.
Antes de ser acolhida por uma família da comunidade de Serra Gaias, ela viveu durante anos em situação de vulnerabilidade. Por volta dos 100 anos, passou a ser cuidada por Maria Edenir Lúcio e seus familiares.
Na época, Dona Júlia não possuía documentação pessoal. Para garantir seus direitos, foi necessário reunir depoimentos de moradores que a conheciam havia décadas. Com base nesses relatos, a Justiça autorizou a emissão dos documentos utilizados atualmente.
Após esse processo, ela passou a receber acompanhamento da assistência social do município e tornou-se beneficiária do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Saúde chama a atenção
Apesar da idade avançada, familiares e cuidadores informam que Dona Júlia não apresenta doenças crônicas e não faz uso contínuo de medicamentos.
Sua condição de saúde desperta a curiosidade de quem acompanha sua história e reforça o interesse em sua longevidade.
Uma vida que atravessa gerações
Ao longo de mais de um século, Dona Júlia acompanhou profundas transformações na sociedade brasileira, vivenciando diferentes períodos históricos, mudanças culturais, econômicas e tecnológicas.
Em 2017, ela também chamou a atenção ao comparecer ao cartório eleitoral de Tibagi para realizar a revisão biométrica. Na ocasião, seus documentos indicavam o ano de nascimento de 1900, embora registros oficiais consultados posteriormente apontassem ausência do dia e do mês de nascimento.
A fé também faz parte de sua rotina. Dona Júlia costuma participar de missas e novenas na Capela São Sebastião, mantendo forte vínculo com a comunidade religiosa local.
Reconhecimento internacional ainda depende de validação
Embora a documentação apresentada pela família indique uma idade superior aos principais recordes mundiais de longevidade, Dona Júlia ainda não integra os registros oficiais de entidades internacionais.
O reconhecimento exige uma sequência documental que comprove a identidade e a idade da pessoa desde o nascimento. Como seus documentos foram emitidos apenas quando ela já era idosa, com base em testemunhos, o reconhecimento internacional permanece pendente.
Para os moradores de Tibagi, porém, Dona Júlia representa muito mais do que um possível recorde: ela é símbolo de resistência, acolhimento, fé e longevidade nos Campos Gerais.





