Banco Central informa que 22,66 milhões de pessoas físicas e 2,1 milhões de empresas ainda têm valores esquecidos em instituições financeiras
O Banco Central informou nesta terça-feira (11) que ainda existem R$ 5,12 bilhões em recursos esquecidos por clientes em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.
Os dados consideram valores contabilizados até junho de 2026. Do total disponível, R$ 3,77 bilhões pertencem a 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,36 bilhão corresponde a 2,1 milhões de empresas.
Os valores podem ser consultados e solicitados por meio do sistema oficial do Banco Central.
Valor disponível caiu nos últimos meses
Em março deste ano, havia aproximadamente R$ 10,6 bilhões em valores esquecidos nas instituições financeiras.
Parte desse montante foi transferida em maio para um fundo público relacionado ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas.
No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras e pode ser utilizado para cobrir eventuais inadimplências em operações de crédito.
Mesmo após a transferência dos recursos, brasileiros e empresas continuam podendo consultar e solicitar valores que permanecem disponíveis para resgate.
TCU apura uso dos recursos pelo governo
A utilização de parte do dinheiro esquecido também está sendo analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O tribunal apura o uso dos recursos em programas federais fora do orçamento público. A utilização dessa forma permite que os valores não sejam contabilizados dentro dos limites de determinadas despesas da União.
Em 2026, o governo informou que R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados, em razão das limitações existentes para as despesas públicas.
O bloqueio tem afetado diferentes áreas, incluindo atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e prestação de serviços à população.
Como consultar o dinheiro esquecido
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo sistema oficial Valores a Receber, do Banco Central.
O cidadão pode verificar se possui valores esquecidos e consultar as orientações para solicitar a devolução.
Para receber o dinheiro pelo sistema, é necessário fornecer uma chave Pix.
Quem não possui uma chave Pix deve entrar em contato diretamente com a instituição financeira responsável pelo valor para combinar a forma de recebimento. Outra possibilidade é cadastrar uma chave Pix e retornar ao sistema para fazer a solicitação.
Dinheiro de pessoas falecidas também pode ser consultado
O sistema permite consultar valores deixados por pessoas falecidas.
Nesse caso, a consulta e o pedido de resgate podem ser realizados por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, conforme as regras estabelecidas.
Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.
Após identificar a existência de valores, é preciso verificar junto à instituição financeira responsável quais são os procedimentos necessários para a devolução.
Cuidado com golpes
O Banco Central orienta que a consulta seja realizada somente pelo sistema oficial de Valores a Receber.
O cidadão não precisa pagar nenhuma taxa para consultar os valores. Também é importante desconfiar de mensagens, links ou pessoas que prometam liberar dinheiro mediante pagamento antecipado ou fornecimento de informações pessoais e bancárias.
A consulta e o processo de solicitação devem ser realizados pelos canais oficiais do Banco Central.





