Lusimar Augustinho da Silva, de 55 anos, teria gravado e publicado vídeos com supostas ofensas racistas contra funcionários de um hotel na Asa Norte, em Brasília.
Mulher foi conduzida à delegacia
Lusimar Augustinho da Silva, de 55 anos, conhecida nas redes sociais como “Menina do Ministério Etrom”, foi presa na tarde desta quinta-feira (13) após ser acusada de proferir ofensas racistas contra funcionários de um hotel localizado na Asa Norte, no Distrito Federal.
Segundo relatos apresentados à polícia, Lusimar teria gravado um vídeo enquanto supostamente ofendia racialmente trabalhadores do estabelecimento. As imagens teriam sido publicadas posteriormente nas redes sociais.
Ofensas teriam ocorrido em dias diferentes
Ainda conforme os relatos apresentados às autoridades, o episódio registrado na quinta-feira não teria sido o primeiro envolvendo a mulher e funcionários do hotel.
Testemunhas afirmaram que, no dia anterior, Lusimar também teria gravado vídeos durante uma situação semelhante no estabelecimento.
O conteúdo das gravações e as palavras utilizadas contra os trabalhadores não foram detalhados nas informações divulgadas até o momento.
Caso foi encaminhado à Polícia Civil
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e conduziu Lusimar, além dos demais envolvidos na ocorrência, até a 5ª Delegacia de Polícia, responsável pelo atendimento da região central de Brasília.
Na unidade policial, foram adotados os procedimentos cabíveis.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual audiência de custódia, permanência da mulher sob custódia ou manifestação da defesa.
Injúria racial é considerada crime de racismo
A Lei Federal nº 14.532, sancionada em 2023, passou a tipificar a injúria racial como crime de racismo.
A legislação estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, para quem ofende a dignidade ou o decoro de uma pessoa utilizando elementos relacionados à raça, cor, etnia ou procedência nacional.
A definição do enquadramento jurídico do caso e eventual responsabilidade criminal dependerá da investigação e da análise das provas pelas autoridades competentes.
Lusimar ficou conhecida nas redes sociais por publicar vídeos com discursos e abordagens em espaços públicos, nos quais faz referências ao chamado “Ministério Etrom”.





