Rússia autoriza prisão à revelia de Conor Kennedy, marido de Giulia Be
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Rússia autoriza prisão à revelia de Conor Kennedy, marido de Giulia Be

14/08/2026 | 18:16 Por manu

Americano de 32 anos é acusado de suposto mercenarismo por participação nas forças ucranianas durante a guerra; decisão do Tribunal Distrital de Basmanny foi mantida após recurso da defesa.

Tribunal russo autoriza prisão

O Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, autorizou a prisão à revelia de Conor Kennedy, marido da cantora Giulia Be, por suposta participação como mercenário ao lado das Forças Armadas da Ucrânia.

A decisão foi mantida após um recurso apresentado pela defesa. Kennedy, de 32 anos, é americano e não está em território russo, circunstância que levou o tribunal a adotar a modalidade de prisão à revelia.

Nesse tipo de medida, o acusado pode ser julgado sem estar presente fisicamente no tribunal. A informação sobre a decisão circulou na imprensa russa nesta semana, embora a data exata do julgamento não tenha sido divulgada pelas fontes consultadas.

Acusação prevê pena de até dez anos

Kennedy é acusado com base na parte 3 do artigo 353 do Código Penal da Federação Russa. O dispositivo trata da participação de mercenários em conflitos armados ou operações militares.

Segundo as informações apresentadas, o crime é considerado grave pela legislação russa e prevê pena de sete a dez anos de prisão.

A prisão à revelia é uma medida processual aplicada quando o acusado está fora do país ou não pode ser localizado. No caso de Kennedy, a ausência dele em território russo levou à adoção da medida cautelar.

Quem é Conor Kennedy

Conor Kennedy é filho de Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Ele também é neto do ex-procurador-geral americano Robert Kennedy e sobrinho-neto de John Kennedy, que foi presidente dos Estados Unidos entre 1961 e 1963.

A família Kennedy é uma das mais conhecidas da história política americana, com forte presença na vida pública dos Estados Unidos ao longo do século XX.

Kennedy tem formação acadêmica relacionada a história, literatura, energia e meio ambiente. Ele é advogado e, segundo informações disponíveis, mantém envolvimento com causas ambientais.

Sua vida pessoal tem poucos registros públicos recentes, e a fonte consultada não detalhou sua atual atuação profissional.

Relacionamento com Taylor Swift

Em 2012, Conor Kennedy teve um relacionamento com a cantora Taylor Swift. O romance recebeu ampla cobertura da imprensa especializada em celebridades.

Fãs da artista associam Kennedy à inspiração para a música “Begin Again”.

No ano seguinte, em 2013, Kennedy foi detido durante um protesto por desobediência civil.

Em 2016, ele voltou a ser levado à delegacia após uma briga em um bar. Segundo informações divulgadas pela BBC, Kennedy teria intervindo para defender um amigo que sofria ataques homofóbicos.

Participação na guerra da Ucrânia

Conor Kennedy relatou ter combatido na região de Kharkiv, na Ucrânia, em 2022.

Em uma publicação feita em 14 de outubro daquele ano, ele afirmou que sabia que sua participação no conflito acabaria sendo descoberta e decidiu apresentar sua própria versão dos acontecimentos.

Segundo o próprio relato, Kennedy integrou a Legião Internacional, unidade formada por voluntários estrangeiros que atuam ao lado das forças ucranianas.

Durante o período em que esteve no front, ele afirmou ter utilizado uma identidade não revelada para preservar a própria segurança e evitar receber tratamento diferenciado por causa de sua família.

Na mesma publicação, Kennedy disse que pretendia incentivar outras pessoas a agir em defesa da Ucrânia. Ele relatou ter revelado sua localização a uma pessoa e seu nome verdadeiro a outra, evitando, porém, compartilhar detalhes com amigos e familiares para não causar preocupação.

O americano declarou ter retornado da Ucrânia em outubro de 2022, encerrando sua participação direta no conflito.

Agora, com a ordem de prisão emitida pela Justiça russa, o caso envolve questões jurídicas e diplomáticas relacionadas à participação de cidadãos estrangeiros na guerra da Ucrânia.