Empresa é acusada de criar recursos que estimulariam o uso excessivo das redes sociais; estados americanos também cobram indenizações e mudanças nas plataformas.
Começou nesta terça-feira (18), nos Estados Unidos, um dos maiores julgamentos envolvendo redes sociais e saúde mental de crianças e adolescentes. A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, é acusada de adotar práticas que estimulariam o uso excessivo de suas plataformas e de falhar na proteção de menores.
Quatro estados — Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey — participam diretamente desta etapa do processo. Outros estados poderão realizar julgamentos posteriormente.
Estados pedem indenizações
As ações podem resultar em bilhões de dólares em indenizações, além de mudanças nas plataformas da Meta. Durante uma audiência recente, representantes dos estados afirmaram buscar cerca de US$ 200 bilhões.
A empresa nega irregularidades e afirma que possui medidas para proteger adolescentes e melhorar a segurança de suas plataformas.
Julgamento pode durar seis semanas
O processo deverá durar aproximadamente seis semanas, com decisão esperada para o início de outubro. O caso também envolve depoimentos de especialistas e ex-funcionários da Meta sobre práticas de segurança e mecanismos utilizados pelas redes sociais.
A empresa já foi responsabilizada em processos anteriores relacionados aos impactos das redes sociais sobre a saúde mental de jovens.





