Braskem pede recuperação extrajudicial após crise bilionária
A Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial para tentar reorganizar suas dívidas, em meio a uma das maiores crises de sua história.
A situação foi agravada pelos custos do desastre causado pela mineração de sal-gema em Maceió, que provocou rachaduras, afundamento do solo e a retirada de cerca de 60 mil pessoas de áreas afetadas. A empresa já desembolsou mais de R$ 4,2 bilhões em indenizações e mantém R$ 3,24 bilhões reservados para despesas futuras.
Além disso, a petroquímica enfrenta uma crise no mercado internacional, com excesso de produção, queda nos preços e redução das margens. Em 2025, o EBITDA recorrente da companhia caiu 49%.
A dívida líquida da Braskem chegou a US$ 7,5 bilhões no fim de 2025. As ações da empresa também acumulam forte desvalorização desde o início da crise em Maceió.
O desastre teve início com grandes rachaduras registradas em 2018. Em 2019, estudos confirmaram a relação entre a mineração de sal-gema e a instabilidade do solo. Desde então, milhares de imóveis foram desocupados e bairros inteiros passaram por demolições.
Em 2023, uma das minas da empresa, a Mina 18, sofreu um colapso parcial. O caso também passou a ser investigado pela Polícia Federal e, em 2026, a Justiça Federal recebeu denúncia contra a Braskem, ex-dirigentes e técnicos.
Agora, a recuperação extrajudicial busca renegociar parte das dívidas e reorganizar a estrutura financeira da maior petroquímica da América Latina.





