Homem condenado por matar e estuprar a própria mãe é encontrado decapitado em rio no Paraná
Policial

Homem condenado por matar e estuprar a própria mãe é encontrado decapitado em rio no Paraná

26/08/2026 | 14:36 Por Redacao

Homem é encontrado decapitado e com mãos amarradas no Rio Tibagi, em Ibiporã

Claudio Claudemir Teixeira, de 57 anos, estava desaparecido desde sábado (22); Polícia Civil investiga homicídio e possível relação com crime cometido contra a própria mãe em 2018

O corpo de Claudio Claudemir Teixeira, de 57 anos, foi encontrado decapitado e com as mãos amarradas no Rio Tibagi, em uma área rural de Ibiporã, no Norte do Paraná.

Claudio estava desaparecido desde sábado (22), quando familiares registraram o desaparecimento em Sertanópolis. O corpo foi localizado na tarde de terça-feira (25), na região conhecida como Água dos Cágados, durante buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros.

Corpo apresentava sinais de violência

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o corpo estava submerso e preso à vegetação. Os investigadores constataram que as mãos da vítima estavam amarradas e que a cabeça havia sido retirada.

Diante dos sinais de violência, a Polícia Civil abriu investigação por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal (IML) também foram acionadas para realizar os procedimentos periciais e auxiliar na identificação das circunstâncias da morte.

Polícia investiga possível motivação ligada ao passado da vítima

Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de que o homicídio tenha relação com um crime cometido por Claudio contra a própria mãe, em 2018.

Em 30 de janeiro de 2018, ele matou a mãe, Maria Silva Teixeira, no Jardim Municipal, em Ibiporã. Segundo informações apresentadas durante a investigação daquele caso, Claudio também praticou violência sexual contra a mãe.

Na época, ele recebeu diagnóstico de esquizofrenia, circunstância que influenciou a pena aplicada pela Justiça.

Claudio foi preso em 11 de fevereiro de 2018 e permaneceu detido por pouco mais de sete anos. Ele foi colocado em liberdade em 16 de junho de 2025, após a pena ser reduzida em razão do diagnóstico.

Investigadores procuram pessoas que tiveram contato com a vítima

Após a localização do corpo, a Polícia Civil iniciou diligências para reconstruir os últimos momentos de Claudio e identificar quem esteve com ele antes do desaparecimento.

Uma pessoa que morava com a vítima foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Conforme a investigação, não foram encontrados elementos que apontassem a participação dessa pessoa no homicídio. Após o depoimento, ela foi liberada.

A polícia também busca outras pessoas que tiveram contato com Claudio nos dias anteriores ao crime.

Investigação continua

A Polícia Civil mantém em sigilo informações sobre a autoria e a dinâmica do homicídio para não comprometer as investigações.

Os trabalhos devem buscar esclarecer quem matou Claudio, como o crime foi cometido e qual teria sido a motivação.

A perícia também deverá contribuir para determinar as circunstâncias exatas da morte.