Valor representa alta nominal de 16,72% em relação ao mesmo mês de 2025; arrecadação acumulada entre janeiro e julho chega a R$ 6,71 bilhões
A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa arrecadou R$ 1,095 bilhão em tributos fazendários e previdenciários em julho de 2026. O valor representa crescimento nominal de 16,72% em comparação com julho de 2025, quando a arrecadação foi de R$ 938,85 milhões.
Considerando a inflação medida pelo IPCA no período, o crescimento real da arrecadação foi de 11,76%.
A Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa atende uma região composta por 64 municípios.
Arrecadação acumulada chega a R$ 6,71 bilhões
Nos primeiros sete meses de 2026, a arrecadação na área de abrangência da delegacia chegou a R$ 6,714 bilhões.
No mesmo período de 2025, o valor arrecadado havia sido de R$ 6,346 bilhões. A comparação representa crescimento nominal de 5,80%.
IRPJ e CSLL registram alta
Na 9ª Região Fiscal, que reúne Paraná e Santa Catarina, a arrecadação de IRPJ e CSLL apresentou crescimento de 18,8%, com acréscimo de R$ 1,085 bilhão.
A alta ocorreu nas diferentes formas de apuração dos tributos, incluindo balanço trimestral, lucro presumido e estimativa mensal.
Tributos sobre importações avançam 18,6%
Outro destaque foi a arrecadação dos principais tributos relacionados à importação, que cresceu 18,6%, representando aumento de R$ 985,4 milhões.
No período, o volume de mercadorias importadas pela região, medido em dólares, aumentou 13%. Ao mesmo tempo, a taxa média de câmbio apresentou queda de 7,51%.
Arrecadação previdenciária cresce
A arrecadação previdenciária também teve desempenho positivo, com crescimento de 10,9%, equivalente a R$ 691,7 milhões.
O resultado foi influenciado pelo aumento de 10,2% na massa salarial nominal. Considerando o IPCA, o crescimento real da massa salarial foi de 5,3%.
O aumento de 10,7% nas compensações atuou, porém, como fator de redução sobre o resultado.
Simples Nacional registra alta de 11,6%
A arrecadação do Simples Nacional cresceu 11,6%, com acréscimo de R$ 294,7 milhões.
O regime reúne diversos tributos, entre eles IRPJ, CSLL, PIS/Cofins, contribuição previdenciária e IPI, além de ICMS e ISS.
Cofins e PIS/Pasep também apresentam crescimento
A arrecadação de Cofins e PIS/Pasep, excluídos os valores referentes à importação, aumentou 6,8%, com acréscimo de R$ 220 milhões.
O crescimento foi influenciado principalmente pelos setores de comércio atacadista, exceto veículos automotores e motocicletas, e pelas atividades de serviços de escritório, apoio administrativo e outros serviços.
IPI de automóveis dispara 60,4%
Na indústria, a arrecadação de IPI sobre outros produtos cresceu 21,3%, com aumento de R$ 98,7 milhões.
Já o IPI incidente sobre automóveis apresentou crescimento ainda maior, de 60,4%, representando acréscimo de R$ 53,1 milhões.
O resultado acompanhou o aumento no número de licenciamentos de veículos.
IRPF e IOF registram crescimento
O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) teve alta de 24,6%, com acréscimo de R$ 148,8 milhões. O crescimento ocorreu principalmente em razão dos ganhos de capital obtidos na venda de bens.
O IOF registrou aumento de 40,1%, equivalente a R$ 92,1 milhões, influenciado pelas operações de crédito realizadas por pessoas jurídicas.
O IRRF sobre rendimentos de capital cresceu 18,3%, com aumento de R$ 87,2 milhões, principalmente em razão da arrecadação relacionada a lucros e dividendos.
Alguns segmentos registraram queda
Apesar do crescimento geral, alguns tributos apresentaram retração.
O IRRF sobre residentes no exterior caiu 25,8%, com redução de R$ 36,6 milhões. O resultado ocorreu principalmente em função dos juros sobre capital próprio.
Os recolhimentos de IRRF sobre rendimentos do trabalho também registraram queda, de 0,3%, equivalente a R$ 3,9 milhões. O resultado negativo esteve relacionado principalmente ao desempenho dos rendimentos do trabalho assalariado.
Compensações tributárias somam R$ 3,27 bilhões
Um dos fatores que limitaram o resultado geral da arrecadação foi o aumento das compensações tributárias declaradas por meio de DComps.
Em julho, as compensações somaram R$ 3,271 bilhões, alta de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento foi influenciado principalmente pelas compensações de contribuições previdenciárias do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Resultado mantém arrecadação acima de 2025
O desempenho registrado em julho mostra crescimento da arrecadação na área atendida pela Delegacia da Receita Federal em Ponta Grossa.
A alta foi impulsionada pelo desempenho de diferentes setores e tipos de tributos. No acumulado de janeiro a julho, os R$ 6,714 bilhões arrecadados representam resultado superior aos R$ 6,346 bilhões registrados no mesmo período de 2025.




