Presidente participou de cerimônia no Pentágono pelos 25 anos dos ataques e afirmou que os EUA “nunca vão esquecer” as vítimas; discurso também fez referência à guerra contra o Irã.
Trump participa de homenagem no Pentágono
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou nesta sexta-feira (11) de uma cerimônia no Pentágono em memória das vítimas dos atentados de 11 de Setembro, que completam 25 anos.
Durante o discurso, Trump afirmou que os ataques de 2001 representam um episódio que jamais será esquecido pelos norte-americanos. O presidente também destacou a resposta dos Estados Unidos ao terrorismo e associou a lembrança do atentado aos conflitos atuais enfrentados pelo país.
“Naquele 11 de Setembro, 2.977 almas lindas foram extirpadas do nosso mundo”, afirmou Trump, ao homenagear as vítimas. Segundo o presidente, a lembrança do ataque continua influenciando a atuação dos Estados Unidos.
A cerimônia no Pentágono também contou com a presença da primeira-dama Melania Trump e teve a leitura dos nomes das 184 pessoas mortas no ataque ao prédio, com um toque de sino entre os nomes.
Presidente relaciona atentado à guerra contra o terrorismo
Trump recuperou em sua fala a ideia da chamada “guerra ao terror”, política adotada pelos Estados Unidos após os ataques de 2001 e que levou a operações militares prolongadas no exterior.
O presidente agradeceu aos militares que participaram dessas ações e afirmou que os Estados Unidos precisam continuar fortes diante de ameaças terroristas.
A referência ganhou um significado ainda mais atual porque os EUA estão envolvidos em uma guerra contra o Irã há mais de seis meses. Trump classificou o país como o principal patrocinador do terrorismo no mundo e voltou a dizer que Teerã não poderá obter uma arma nuclear.
“Lutamos forte e para vencer”, declarou o presidente ao falar sobre a resposta norte-americana ao terrorismo.
Hegseth também fala em continuidade da luta
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, participou da cerimônia e destacou a atuação de bombeiros, policiais, equipes de emergência e outros profissionais que trabalharam durante e depois dos ataques.
Em seu discurso, Hegseth afirmou que o 11 de Setembro foi um dos momentos mais sombrios da história dos Estados Unidos, mas ressaltou que o país conseguiu resistir.
Ele também relacionou a memória dos atentados ao combate atual contra o terrorismo e disse que os Estados Unidos continuarão enfrentando seus adversários.
Ataques deixaram 2.977 mortos
Os atentados aconteceram em 11 de setembro de 2001, quando integrantes da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais.
Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. O primeiro avião atingiu a Torre Norte às 8h46, no horário local, enquanto o segundo atingiu a Torre Sul às 9h03.
Um terceiro avião foi lançado contra o Pentágono, em Washington, matando 184 pessoas. A quarta aeronave caiu em uma área rural próxima a Shanksville, na Pensilvânia, depois que passageiros e tripulantes reagiram aos sequestradores.
Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques.
Consequências continuam 25 anos depois
O impacto do 11 de Setembro não ficou restrito ao dia dos ataques. As ações desencadearam mudanças profundas na política externa e na segurança dos Estados Unidos e deram início às guerras no Afeganistão e no Iraque.
Também houve consequências para os sobreviventes e profissionais que trabalharam nos locais atingidos. A exposição à poeira e a substâncias tóxicas liberadas após o desabamento das torres provocou doenças em milhares de pessoas ao longo dos anos.
Segundo dados do Corpo de Bombeiros de Nova York citados pela Reuters, mais de 600 bombeiros, incluindo aposentados que participaram das operações de resgate, morreram posteriormente em decorrência de doenças relacionadas ao 11 de Setembro.
Homenagens acontecem em diferentes pontos dos EUA
Além da cerimônia no Pentágono, homenagens foram realizadas em Nova York e em Shanksville, na Pensilvânia, onde caiu o voo 93.
Em Nova York, familiares participaram da tradicional leitura dos nomes das vítimas no local onde ficava o World Trade Center. Neste ano, um novo momento de silêncio foi incluído para lembrar as milhares de pessoas que morreram posteriormente em consequência de doenças associadas à exposição à poeira tóxica.
O vice-presidente JD Vance participou da cerimônia em Nova York ao lado de quatro ex-presidentes: George W. Bush, Bill Clinton, Barack Obama e Joe Biden.





