EUA negam interferência nas eleições brasileiras após suspeitas levantadas por Lula
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EUA negam interferência nas eleições brasileiras após suspeitas levantadas por Lula

23/09/2026 | 18:40 Por Redação MZ

Porta-voz do Departamento de Estado afirma que a escolha do próximo presidente cabe aos brasileiros e diz que Washington trabalhará com o governo eleito, independentemente de sua posição política.

O governo dos Estados Unidos negou nesta quarta-feira (23) qualquer atuação para interferir nas eleições brasileiras de 2026. A manifestação ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantar suspeitas sobre uma possível interferência envolvendo inteligência artificial e demonstrar preocupação com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Em entrevista à CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou que interferir em eleições de outros países não faz parte da estratégia dos Estados Unidos.

EUA dizem que decisão cabe aos brasileiros

Segundo Roberson, Washington acompanha o processo eleitoral brasileiro, mas reconhece a soberania do país e defende que a escolha seja feita pelos próprios eleitores.

A representante americana também afirmou que os Estados Unidos esperam uma eleição livre e transparente e que pretendem manter relações com o próximo governo brasileiro, independentemente de sua orientação política.

Questionada sobre eventual preferência do governo de Donald Trump por algum resultado nas urnas, a porta-voz não apontou candidato e declarou que a definição do próximo presidente é uma decisão do povo brasileiro.

Lula demonstrou preocupação com Marco Rubio

A manifestação americana ocorreu depois de Lula afirmar, na segunda-feira (21), estar preocupado com uma eventual interferência de Marco Rubio nas eleições.

Durante entrevista à jornalista Christiane Amanpour, Lula disse haver indícios de interferência envolvendo inteligência artificial. Ao falar especificamente sobre Rubio, porém, ressaltou que naquele momento se tratava de uma suspeita.

O presidente também relacionou sua preocupação à proximidade que atribui ao secretário americano com integrantes do bolsonarismo.

Até o momento, não foi apresentada, nas informações divulgadas, comprovação de que o governo dos Estados Unidos esteja interferindo no processo eleitoral brasileiro.

Combate ao crime organizado entra na pauta

Na mesma entrevista, Roberson afirmou que os Estados Unidos gostariam que o Brasil adotasse medidas mais agressivas contra organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

Questionada se um eventual governo de Flávio Bolsonaro seria mais colaborativo nessa área, a porta-voz não manifestou preferência eleitoral.

Roberson reiterou que os Estados Unidos pretendem trabalhar com o governo escolhido pelos brasileiros para enfrentar desafios compartilhados, especialmente na área de segurança nacional.