Casos e mortes por câncer de mama estão em alta no Paraná
Paraná registra estimativa de 12 novos casos da doença por dia e mais de 1,3 mil mortes por ano
Outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a prevenção e a importância do diagnóstico precoce. No Paraná, dados apontam crescimento tanto no número de novos casos quanto nas mortes provocadas pela doença.
As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que o Paraná deve registrar, no triênio 2026-2028, uma média de 4.300 novos casos de câncer de mama por ano. O número equivale a quase 12 diagnósticos por dia.
Estimativa de casos apresenta crescimento
Entre 2020 e 2022, a estimativa era de 3.470 novos casos da doença por ano no Paraná. Já para o período entre 2023 e 2025, foram estimados 3.650 diagnósticos anuais.
Considerando o período de 2020 a 2026, a estimativa de casos de câncer de mama avançou 23,9%. A taxa de incidência também aumentou, passando de 59,26 casos por 100 mil mulheres para 70,24, uma alta de 18,5%.
Mortes também aumentaram
Os dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostram que o crescimento também aparece nos registros de óbitos provocados pelo câncer de mama.
Em 2020, foram registrados 1.013 mortes pela doença no Paraná. Em 2025, o número chegou a 1.327, uma variação de 31%.
Em 2026, até agosto, os dados preliminares apontam para 877 mortes por câncer de mama.
Ao longo de dez anos, entre 2017 e 2026, a doença provocou mais de 11 mil mortes no estado.
O que explica o aumento dos números?
O crescimento dos casos e das mortes por câncer de mama não ocorre apenas no Paraná e está relacionado a uma combinação de fatores.
A idade é considerada um dos principais fatores de risco para a doença. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Nas últimas décadas, a população brasileira e paranaense também passou por um processo de envelhecimento, o que se reflete nas estatísticas relacionadas ao câncer de mama.
Mudanças no estilo de vida e fatores reprodutivos também estão entre os aspectos relacionados à evolução da doença. Entre eles estão o adiamento da primeira gestação, períodos mais curtos de amamentação, sedentarismo, obesidade e o consumo de álcool e ultraprocessados.
Atenção aos sinais e ao diagnóstico precoce
A recomendação é que as mulheres conheçam as próprias mamas e estejam atentas ao que é normal ou diferente em seu corpo. Alterações suspeitas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
Também é recomendada a realização de mamografia de rastreamento, exame realizado quando não existem sinais ou sintomas suspeitos, para mulheres entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.





