O debate presidencial da Globo sofreu uma reviravolta poucas horas antes de começar, e Flávio Bolsonaro decidiu não participar do confronto.
A desistência veio depois de uma série de decisões judiciais que alteraram as regras e a composição do debate.
A primeira mudança ocorreu no TSE. Como Lula havia informado que não participaria do programa e estaria, no mesmo horário, em uma entrevista no Flow Podcast, a Globo havia previsto manter no cenário o púlpito destinado ao presidente, identificando sua ausência.
A ministra Estela Aranha, do TSE, determinou que a emissora não exibisse o púlpito vazio com o nome de Lula. A decisão também impediu que os demais candidatos direcionassem perguntas ao presidente durante o debate. Segundo a ministra, a forma prevista pela emissora poderia criar um efeito de pressão sobre candidatos que optassem por não comparecer. (UOL Notícias)
Enquanto isso, outra disputa judicial alterou novamente o programa. O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos, candidato do Missão, no debate. A decisão modificou a lista de participantes poucas horas antes da transmissão. (Folha de S.Paulo)
Foi nesse cenário que Flávio Bolsonaro anunciou sua desistência. O candidato afirmou que não iria ao debate em razão daquilo que classificou como “censura imposta pelo TSE” e declarou que a imprensa deveria ser livre e as eleições, limpas.
Até então, Flávio havia confirmado que participaria mesmo sem Lula e chegou a convocar publicamente o presidente para o confronto.
Com as decisões judiciais, o debate que já teria a ausência de Lula passou por novas mudanças nas regras e na composição dos participantes, transformando o encontro da Globo em um dos episódios de maior repercussão da reta final da campanha presidencial.





