O debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band no domingo (18), teve declarações dos dois candidatos questionadas por agências de checagem. Entre os pontos analisados estão afirmações de Lula sobre crescimento econômico, inflação dos alimentos e resultados fiscais do governo.
Segundo o UOL Confere, Lula errou ao afirmar que somente seu governo voltou a registrar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 3% depois de 2010. A série histórica registra outros períodos de expansão superior a esse patamar, o que torna a declaração incorreta.
Outra afirmação analisada envolveu o salário mínimo e seu poder de compra em relação à cesta básica. Na checagem da Agência Lupa, a comparação apresentada por Lula foi classificada como exagerada, com base nos valores apurados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
As verificações também examinaram a fala do presidente sobre o superávit previsto no orçamento de 2027. A afirmação de que a proposta prevê resultado primário positivo de aproximadamente 0,1% do PIB foi considerada verdadeira dentro do cálculo orçamentário apresentado, mas exige contexto: projeções oficiais podem diferir das estimativas utilizadas para acompanhar o cumprimento da meta fiscal.
As checagens não se limitaram ao presidente. Declarações de Flávio Bolsonaro também foram classificadas como falsas, imprecisas ou exageradas, incluindo a afirmação de que Lula teria gasto R$ 7 bilhões em viagens com a primeira-dama Janja. Segundo a Lupa, o valor corresponde às despesas de viagem de toda a estrutura do governo federal no período citado, e não apenas do casal presidencial.
O episódio reforça a importância de verificar números e declarações em meio à disputa eleitoral. A análise dos dados permite ao eleitor separar informações comprovadas, exageros e afirmações que precisam de contexto antes de formar uma avaliação sobre os candidatos.





