Mais de 5,3 mil pontos da cidade receberão mosquitos com Wolbachia durante 26 semanas. Tecnologia busca reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
A Prefeitura de Ponta Grossa iniciou, nesta terça-feira (20), a soltura de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, utilizada para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
A ação começou após a inauguração de uma Biofábrica no Jardim Paraíso, responsável pela preparação dos mosquitos que serão liberados em mais de 5,3 mil pontos da cidade, ao longo de 26 semanas.
O projeto é realizado em parceria com o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Wolbito do Brasil.
Veja os bairros que receberão os mosquitos
As liberações serão realizadas semanalmente nas seguintes regiões:
- Centro
- Uvaranas
- Oficinas
- Cará-Cará
- Contorno
- Colônia Dona Luiza
- Chapada
- Ronda
A escolha das áreas considerou os registros recentes de dengue no município.
Como funciona a tecnologia?
Os mosquitos liberados carregam a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.
Ao se reproduzirem com os mosquitos locais, eles transmitem a bactéria às próximas gerações, ampliando gradualmente sua presença na população de Aedes aegypti.
Em Niterói (RJ), estudos apontaram redução de 89% nos casos de dengue nas áreas avaliadas após a implantação do método.
A prefeita Elizabeth Schmidt destacou a importância da iniciativa para a saúde pública de Ponta Grossa.
Apesar da nova tecnologia, a Prefeitura reforça que a população deve continuar eliminando água parada e possíveis criadouros do mosquito.





