O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na sexta-feira (23), colocou em evidência temas que pesam diretamente na vida dos brasileiros: impostos, endividamento familiar, salário mínimo, segurança pública e promessas de campanha.
Durante o confronto, Flávio criticou a política econômica do governo e afirmou que o aumento dos gastos públicos pressiona os juros e o orçamento das famílias. Lula, por sua vez, defendeu medidas de seu governo e questionou propostas do adversário.
As declarações sobre carga tributária e economia exigem atenção aos números. Dados do Tesouro Nacional indicaram que a carga tributária bruta do governo geral chegou a cerca de 32,4% do PIB em 2025, segundo estimativa preliminar. O indicador foi o maior da série iniciada em 2010, mas não representa uma medição de toda a história econômica brasileira.
A checagem do UOL Confere também identificou afirmações enganosas feitas por Flávio durante o debate, incluindo uma alegação sobre uma suposta fala de Lula a respeito de criminosos que roubariam para tomar cerveja. O contexto original da declaração não sustenta essa interpretação.
O confronto deixou claras as diferenças de discurso entre os candidatos, mas as afirmações de ambos precisam ser avaliadas à luz de dados, contexto e registros verificáveis. Para o eleitor, a questão central é saber quais propostas são viáveis e quais informações resistem à checagem.





