A oposição ao governo Lula começou a articular uma candidatura única para enfrentar a tentativa de recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado Federal. A disputa, marcada para fevereiro de 2027, ganhou força nos bastidores após o resultado da eleição presidencial.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) negociam a possibilidade de concentrar o apoio oposicionista em um único nome. A estratégia busca reunir votos de diferentes partidos e dificultar a continuidade de Alcolumbre no comando da Casa.
O Senado tem 81 integrantes, e a eleição para a presidência exige pelo menos 41 votos. O PL deverá contar com 29 senadores na próxima legislatura, mas ainda precisa construir alianças para alcançar a maioria necessária.
Alcolumbre, por sua vez, busca apoio de partidos do Centrão e recebeu sinalização favorável do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva. A disputa deve envolver negociações entre diferentes bancadas, que também avaliam a sucessão na Câmara dos Deputados.
Os números sobre os apoios ainda são divergentes: aliados de Alcolumbre estimam que ele teria cerca de 48 votos, enquanto integrantes da oposição contestam essa conta e calculam uma base menor.
A escolha do candidato oposicionista ainda não está definida. O resultado das negociações será importante para medir a força da direita no Congresso e sua capacidade de influenciar a agenda legislativa do próximo governo.





