7 MINUTOS APÓS O FIM DA ELEIÇÃO, STF EXPEDE MEDIDAS CONTRA FLÁVIO BOLSONARO; “PERSEGUIÇÃO”, ALEGA ROGÉRIO MARINHO
Brasil Geral Política

7 MINUTOS APÓS O FIM DA ELEIÇÃO, STF EXPEDE MEDIDAS CONTRA FLÁVIO BOLSONARO; “PERSEGUIÇÃO”, ALEGA ROGÉRIO MARINHO

27/10/2026 | 18:27 Por Redação MZ

O intervalo de apenas sete minutos entre a confirmação do resultado eleitoral e um pedido da Polícia Federal contra Flávio Bolsonaro colocou o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro de um novo embate político. O senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado de Flávio e coordenador de sua campanha presidencial, questionou o momento da decisão e apontou o que considera perseguição política.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nesta terça-feira (27), a Polícia Federal solicitou a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar o resultado da eleição presidencial de domingo (25). O ministro Alexandre de Moraes autorizou a medida ainda naquela noite.

A ordem foi cumprida na manhã de segunda-feira (26), quando Flávio visitava o pai, Jair Bolsonaro, em Brasília. Além de determinar a entrega dos passaportes, Moraes proibiu o senador de deixar o país. A decisão tramita sob segredo de Justiça.

ROGÉRIO MARINHO QUESTIONA O MOMENTO DA DECISÃO

Em manifestação pública, Rogério Marinho criticou a rapidez com que a medida foi solicitada após o resultado das urnas. O senador afirmou que a decisão de Moraes, tomada logo depois da eleição, reforça suas críticas à atuação do ministro e ao que considera excessos do Judiciário.

Marinho também usou as redes sociais para falar em perseguição e politização do Supremo. A declaração representa a avaliação política do senador e não uma conclusão judicial sobre a motivação da medida.

O QUE MOTIVOU A MEDIDA?

De acordo com as informações publicadas, a Polícia Federal fundamentou o pedido em elementos relacionados a uma investigação envolvendo o advogado Willer Tomaz e em declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a possibilidade de Flávio deixar o Brasil caso perdesse a eleição.

Flávio Bolsonaro questionou publicamente a decisão e afirmou que cumpriria a determinação judicial. A investigação envolve suspeitas que ainda precisam ser apuradas; a existência de uma investigação não representa condenação.

A CRONOLOGIA AUMENTA A TENSÃO POLÍTICA

A proximidade temporal entre a confirmação do resultado eleitoral e o pedido da PF passou a ser um dos principais pontos do debate. Para aliados de Flávio, o momento exige esclarecimentos. Já a decisão judicial foi apresentada no contexto de uma investigação em andamento.

O caso levanta questionamentos sobre os fundamentos da medida, sua urgência e a necessidade de transparência em decisões que afetam representantes eleitos. A decisão completa, contudo, está sob segredo de Justiça, o que limita a avaliação pública de todos os fundamentos jurídicos.

Até o momento, a crítica de Rogério Marinho deve ser tratada como uma alegação política, enquanto os motivos oficiais da decisão precisam ser analisados à luz dos elementos processuais disponíveis.