A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, alcançando o menor resultado já registrado para esse período desde 2012.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
No segundo trimestre deste ano, a taxa de desocupação estava em 5,4%. Já no mesmo período de 2025, o indicador havia registrado 5,6%.
O número de brasileiros desocupados chegou a 5,6 milhões, uma redução de 234 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, quando o país contabilizava aproximadamente 5,9 milhões de desempregados.
A população ocupada também atingiu um recorde histórico, chegando a 103,6 milhões de pessoas.
O nível de ocupação, que representa a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada, alcançou 59%.
Outro dado divulgado pelo IBGE foi o rendimento real habitual dos trabalhadores, que chegou a R$ 3.790. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação anual.
A massa de rendimento real habitual também atingiu o maior patamar da série histórica, chegando a R$ 387,5 bilhões.
Apesar da redução do desemprego, a pesquisa aponta que a informalidade continua elevada. No terceiro trimestre, 37,5% da população ocupada estava trabalhando em condições informais, o equivalente a 38,8 milhões de pessoas.
Os números mostram uma melhora nos indicadores gerais de ocupação, mas também evidenciam desafios relacionados à qualidade dos postos de trabalho e à formalização do mercado brasileiro.




