BRASIL CRIA 43% MENOS EMPREGOS FORMAIS EM SETEMBRO E REGISTRA PIOR RESULTADO PARA O MÊS DESDE 2020
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BRASIL CRIA 43% MENOS EMPREGOS FORMAIS EM SETEMBRO E REGISTRA PIOR RESULTADO PARA O MÊS DESDE 2020

04/11/2026 | 18:16 Por Redação MZ

O Brasil criou 121.305 empregos com carteira assinada em setembro de 2026, segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (4). Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma forte desaceleração na geração de vagas formais e ficou 43,5% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado.

Em setembro de 2025, o país havia criado 214.609 postos de trabalho com carteira assinada. Já no mês passado, o saldo foi resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos, uma diferença de pouco mais de 121 mil vagas.

O desempenho também ficou abaixo do registrado em agosto de 2026, quando foram abertas 161.062 vagas formais. Na comparação mensal, a criação de empregos recuou 24,7%, reforçando os sinais de perda de ritmo do mercado de trabalho.

O resultado de setembro foi apontado como o pior para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020. O dado chama atenção porque a economia ainda registra saldo positivo de contratações, mas em ritmo significativamente inferior ao observado no ano anterior.

No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, o Brasil criou 1.248.914 empregos formais. O número representa uma queda de 27,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo havia alcançado 1.731.398 postos de trabalho.

Nos últimos 12 meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o saldo foi de 787.073 vagas formais. O estoque total de vínculos com carteira assinada chegou a 48.359.577, com crescimento de 1,65% no período.

Entre os setores econômicos, serviços lideraram a criação de empregos em setembro, com 81.241 vagas. A indústria registrou saldo positivo de 19,3 mil postos, enquanto o comércio varejista abriu 9.435 vagas no mês, embora o setor acumule saldo negativo no ano.

A agropecuária foi o destaque negativo entre os grandes grupos de atividade econômica, com o fechamento de 4.381 postos de trabalho em setembro. O resultado mostra que a desaceleração não atingiu todos os setores da mesma maneira.

O desempenho do mercado de trabalho ocorre em um ambiente de juros elevados e preocupação com o ritmo da atividade econômica. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu parte do enfraquecimento à taxa de juros, que, segundo sua avaliação, dificulta investimentos e novas contratações.

Os números do Caged mostram que o país continua abrindo vagas, mas em velocidade menor. A evolução dos próximos meses será importante para avaliar se a desaceleração é pontual ou se representa uma tendência mais duradoura no mercado formal de trabalho.