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A tecnologia do ensino híbrido e sua eficácia

 

 

Há mais de um ano, toda comunidade escolar teve que se reinventar ao buscar alternativas para que a educação não parasse. Com a pandemia ainda em andamento, principalmente as escolas particulares, tiveram que fazer investimentos e superar desafios ao implantar sistemas para manter as aulas. A Escola Santo Ângelo de Ponta Grossa que atende alunos da educação infantil e ensino fundamental, necessitou equipar ao menos 15 salas de aulas com câmeras para ensino remoto, lousa interativa, estúdio revestido com choma key para aulas gravadas serem mais lúdicas e demais equipamentos de apoio para suporte.

Antes da pandemia a escola ofertava apenas o ensino presencial. “No início todos tivemos dificuldades, pois não conhecíamos a plataforma utilizada. E alguns pais e alunos apresentaram dificuldade por falta de equipamentos e acesso à internet. Sabemos que a presença do professor junto ao aluno faz toda a diferença na aprendizagem e esta foi o maior entrave na aprendizagem dos nossos alunos. A falta de contato e o afeto que este contato causou o maior impacto na aprendizagem”, conta Edenilze Cintia Barbosa coordenadora pedagógica. O novo formato de trabalhar permitiu a escola conhecer a realidade de muitos pais, de acordo com a coordenadora os que tem a possibilidade de acompanhar os filhos o fazem perfeitamente.

Já os alunos da Educação Infantil não conseguem passar muito tempo em frente ao computador, por isso as aulas foram adaptadas para se tornarem mais lúdicas e atraentes. Já no Ensino Fundamental, as aulas acontecem de forma síncrona.

Devido ao protocolo de volta às aulas – ainda em período de pandemia – algumas coisas mudaram bastante. A professora do 1º ano do ensino fundamental, Daniele Dallabona agora dá aula com metade da turma em casa e outra em sala de aula. Com duas máscaras, uma convencional e uma de acrílico conhecida como faceshields, microfone lapela no jaleco e atenção redobrada, Daniele afirma que a nova realidade do ensino híbrido traz grandes desafios. “Não é apenas dar aula e explicar o conteúdo, temos que estar bem atentos para atender os alunos em suas particularidades, aqueles que estão na sala de aula e também aqueles que estão em casa. Tivemos um ano para nos adaptar com a nova forma de interação e uso das tecnologias, acredito que agora já me sinto mais segura com este novo formato”, conta a professora Daniele.

Ainda de acordo com a professora, apesar de todo desafio é possível ver resultado na aprendizagem. “Como alfabetizadora, tive o recurso do Chat como um grande incentivo para os pequenos aprenderem a digitar as primeiras sílabas e palavras simples, para os alunos era uma brincadeira de digitar, mas que auxiliou de forma muito significativa o processo de alfabetização”, diz satisfeita.

No meio da quadra esportiva, com metade da turma presencialmente e um tablet no tripé é possível ver o professor de educação física auxiliando alunos que assistem de casa e participam ativamente da aula interagindo ao vivo. De acordo com o professor Wesley Barreto a participação na aula a distância é positiva. “O modo híbrido de ensino, apesar de desafiar todos, tem se mostrado eficaz, essa experiência de estar em quadra e simultaneamente online, nos traz desafios e algumas alegrias também pelo fato de conseguirmos fazer com que os alunos pratiquem o exercício físico no conforto de suas casas tem sido enriquecedor”, conta o professor Wesley.

Para quem atua na educação infantil, o desafio pareceu maior ainda. “No início da pandemia em 2020 foi apavorante pensar em dar aulas para a educação infantil online, sabendo que nesta etapa as crianças precisam muito do auxílio da professora e da interação social que a escola proporciona; então, o processo inicial foi muito difícil, tivemos que pensar em uma didática online, pois se para os adultos é difícil, para as crianças foi ainda mais”, conta Suellen Rosa professora da educação infantil V.

Suellen reconhece que este primeiro ano de ensino remoto foram de erros e acertos, mas cada dia uma nova experiência, já que aprendeu uma nova função. “Tivemos que enfrentar os nossos medos, indo para a frente das câmeras, interagindo com os alunos e pais ao mesmo tempo e tendo que aprender toda a dinâmica de editar e postar uma aula, além de buscar de todas as formas mesmo à distância criar um vínculo afetivo com os alunos”, relata Suellen.

Completado um pouco mais de um ano de pandemia, no retorno das aulas em 2021 a professora afirmou sentir-se mais segura com o formato, pois a fase de experimentos já passou e agora é só manter o processo. “Senti uma melhora muito grande na participação dos alunos, hoje fazemos do momento da interação online a nossa sala de aula, em que os alunos têm liberdade para questionar, conversar com a professora e com os demais alunos, responder as atividades, além de cantarmos, dançarmos, brincarmos e realizarmos jogos online. Percebo que o aprendizado está acontecendo, é possível verificar isso através da participação dos alunos durante a realização das atividades”, afirma feliz a professora.

Texto: Assessoria de Comunicação / Santo Ângelo

 

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