Bombardeios de tanques e ataques aéreos israelenses mataram 21 pessoas na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (4), e Israel suspendeu a passagem de pacientes pela fronteira de Rafah, disseram autoridades palestinas.
Entre os mortos na ofensiva estão pelo menos cinco mulheres e três crianças, segundo o Dr. Muhammad Abu Salmiya, diretor do hospital Al-Shifa.
A PRCS (Sociedade do Crescente Vermelho Palestino) informou que um de seus paramédicos, Hussein Hassan Hussein Al-Samiri, também foi morto enquanto realizava trabalho humanitário em Khan Younis, no sul de Gaza. Os militares israelenses afirmaram que tanques dispararam contra Gaza e que ataques aéreos foram lançados depois que um atirador disparou contra soldados israelenses, ferindo gravemente um reservista.
Os ataques atingiram a Cidade de Gaza e a cidade de Khan Younis, no sul do país. Uma autoridade de saúde de Gaza disse à agência de notícias Reuters que Israel também suspendeu a passagem de pacientes pela fronteira de Rafah para o Egito, dois dias depois de ela ter sido reaberta, permitindo que um pequeno número de palestinos cruzasse a fronteira pela primeira vez em meses.
Um porta-voz do Crescente Vermelho disse que pacientes chegaram a um hospital em Khan Younis, em preparação para atravessar Rafah em busca de tratamento, apenas para serem informados de que Israel havia adiado as retiradas.
“Ligaram para os pacientes e disseram que hoje não há nenhuma viagem, a passagem está fechada”, disse Raja’a Abu Teir, um paciente palestino que seria retirado, à Reuters no hospital, onde diversas pessoas aguardam em ambulâncias.
A agência israelense que controla o acesso a Gaza, COGAT, afirmou em um comunicado nesta quarta-feira (4) que a passagem de Rafah permanecia aberta, mas que não havia recebido da OMS (Organização Mundial da Saúde) os detalhes de coordenação necessários para facilitar a travessia.
A OMS não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.





