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Câncer no intestino após Covid: entenda o diagnóstico de Lúcio Mauro Filho

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Ator contou que descobriu a doença depois de realizar exames após complicações da Covid-19; especialista alerta para sintomas e importância do rastreamento

O ator Lúcio Mauro Filho revelou que recebeu um diagnóstico de câncer no intestino durante um check-up realizado após tratar complicações da Covid-19. Segundo ele, a descoberta aconteceu depois do tratamento da doença, mas não foram divulgados detalhes sobre a data do diagnóstico, estágio ou tratamento realizado.

Câncer pode não apresentar sintomas

O câncer colorretal pode se desenvolver por algum tempo sem apresentar sinais claros. Por isso, especialistas destacam a importância de observar mudanças persistentes no funcionamento do intestino e realizar exames de rastreamento conforme a indicação médica.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Sangue nas fezes;
  • Mudanças persistentes no funcionamento intestinal;
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes;
  • Dor abdominal frequente;
  • Anemia sem causa aparente;
  • Cansaço;
  • Perda de peso sem explicação.

A presença de sangue nas fezes não deve ser automaticamente atribuída a hemorroidas, já que também pode estar relacionada a outras condições, incluindo pólipos e tumores.

Rastreamento ajuda na descoberta precoce

A ausência de sintomas não significa necessariamente que a doença não esteja presente. O rastreamento pode identificar alterações antes mesmo do surgimento de sinais.

A colonoscopia, por exemplo, permite visualizar o intestino e, em determinadas situações, retirar pólipos durante o próprio procedimento.

Para pessoas consideradas de risco habitual, a American Cancer Society recomenda o início do rastreamento aos 45 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou em 2026 um protocolo de rastreamento no SUS com teste imunoquímico fecal para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos, com investigação complementar em casos positivos.

A idade para iniciar a investigação pode variar de acordo com histórico familiar, antecedentes pessoais, doenças intestinais e fatores genéticos.

Hábitos também influenciam o risco

Entre os fatores associados ao aumento do risco estão sedentarismo, excesso de peso, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e alimentação com pouca fibra e presença frequente de carnes processadas.

A adoção de atividade física regular, controle do peso, não fumar, reduzir o consumo de álcool e priorizar alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais, pode contribuir para a redução do risco.

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