Três candidatos conquistaram vagas em assembleias estaduais e dois foram eleitos para a Câmara dos Deputados; outros 43 ficaram como suplentes
Nas eleições gerais realizadas no domingo (4), cinco líderes religiosos foram eleitos diretamente para ocupar cadeiras no Poder Legislativo. Três conquistaram vagas como deputados estaduais e dois foram eleitos para a Câmara dos Deputados.
O levantamento considera candidaturas que tiveram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocupação autodeclarada como “Sacerdote ou Membro de Ordem ou Seita Religiosa”.
Três líderes foram eleitos para assembleias estaduais
Entre os eleitos para os legislativos estaduais estão dois candidatos de Santa Catarina e um de Goiás.
Cardoso, do Republicanos, foi eleito deputado estadual em Goiás. Ele já exerceu a função de coordenador político da Igreja Universal no estado.
Em Santa Catarina, Sergio Motta, também do Republicanos, foi eleito para a Assembleia Legislativa. Presidente estadual do partido, ele seguirá para o terceiro mandato no Legislativo catarinense.
Também em Santa Catarina, Padre Pedro, do PT, conquistou a eleição para deputado estadual. O parlamentar seguirá para o sétimo mandato na Assembleia Legislativa. Ele também já ocupou o cargo de prefeito de Guaraciaba, município catarinense.
Dois líderes religiosos chegam à Câmara dos Deputados
Em Minas Gerais, dois líderes religiosos foram eleitos para a Câmara dos Deputados.
Padre João, do PT, é sacerdote católico e já exerceu mandato como deputado estadual em Minas Gerais. Com a eleição de 2026, ele seguirá para o quinto mandato na Câmara dos Deputados.
Lincoln Portela, do PL, também foi eleito deputado federal pelo estado. Pastor evangélico, ele exerce mandatos consecutivos na Câmara desde 1999.
Os resultados também evidenciam diferenças entre os posicionamentos políticos dos eleitos. Sergio Motta e Padre Pedro, ambos eleitos em Santa Catarina, pertencem a partidos de posicionamentos políticos distintos. Situação semelhante ocorre em Minas Gerais, com Padre João, do PT, e Lincoln Portela, do PL.
43 líderes religiosos ficaram como suplentes
Além dos cinco eleitos diretamente, outros 43 líderes religiosos ficaram como suplentes para cargos legislativos estaduais, distritais e federais.
Dos 43 suplentes, 18 disputaram vagas para deputado federal, enquanto 25 ficaram como suplentes para deputado estadual ou distrital. Entre estes últimos, são 21 estaduais e quatro distritais.
O suplente é o candidato que não conquistou uma vaga diretamente, mas permanece na lista do partido ou federação e pode assumir o mandato caso um titular deixe o cargo, seja afastado ou passe a exercer outra função.
Suplentes de deputado federal
Os 18 suplentes para deputado federal são:
- Pastor Café — Avante, Bahia;
- Apóstolo Carlos Brunildo — Republicanos, Ceará;
- Bispa Vanessa Lima — MDB, Ceará;
- Pastor Iremar — MDB, Ceará;
- Pastora Gizelle Teles — Podemos, Goiás;
- Dani Linhares — Republicanos, Minas Gerais;
- Flamarion Rolando — PSD, Minas Gerais;
- Pastor Claudio Mariano — União, Pará;
- Pastor Elias Barros — PL, Pará;
- Mauricio Carvalho — PP, Rio de Janeiro;
- Mãe Manu da Oxum — Solidariedade, Rio de Janeiro;
- Pastor Paulo Anderson — MDB, Rio de Janeiro;
- Pastor Pedrão — Novo, Rio de Janeiro;
- Pastor Wagner Avellar — PT, Rio de Janeiro;
- Pastor Valadares — Podemos, Rondônia;
- Pastor Jean Galvão — Podemos, Rio Grande do Sul;
- Débora Parisotto — União, Santa Catarina;
- Padre Kelmon — PL, São Paulo.
Suplentes de deputado estadual
Na disputa pelas assembleias estaduais, ficaram como suplentes:
- Pastor João Luiz — PSDB, Alagoas;
- Pr. Lins — PL, Bahia;
- Tárcito Vivas — Rede, Bahia;
- Apóstolo Luiz Henrique — MDB, Ceará;
- Pastor Francisco Gomes — PL, Ceará;
- Missionária Gilda — União, Goiás;
- Pastor Célio Henrique — União, Maranhão;
- Sheyk Fernando Carim — Avante, Minas Gerais;
- Padre Sebastião — PSD, Mato Grosso;
- Naldo Nunes — Republicanos, Pará;
- Pastor André Oliveira — MDB, Pernambuco;
- Baba Rodrigo — Solidariedade, Rio de Janeiro;
- Josué de Oliveira — Democracia Cristã, Rio de Janeiro;
- Mãe Maria de Xangô — Rede, Rio de Janeiro;
- Apóstolo Helton — PL, Roraima;
- Pastora Edna — PL, Roraima;
- Rodrigo Ipê — MDB, Rio Grande do Sul;
- Parisotto — União, Santa Catarina;
- Pastor Foppa — Republicanos, Santa Catarina;
- Pastor Napoleão Bonaparte — União, Santa Catarina;
- Elias de Madureira — PL, São Paulo.
Suplentes de deputado distrital
No Distrito Federal, quatro líderes religiosos ficaram como suplentes para a Câmara Legislativa:
- Alessandro Paiva — PL;
- João Alexandre — PL;
- Pastor Anderson Silva — PSD;
- Pr. João de Deus — Podemos.
PL concentra maior número de suplentes
Entre os 43 líderes religiosos que ficaram na suplência, o PL reúne o maior número, com nove nomes.
Na sequência aparecem União e Republicanos, com seis suplentes cada.
A distribuição regional também mostra concentração no Sudeste e no Nordeste. As duas regiões somam 24 dos 43 suplentes, mais da metade do total.
O Rio de Janeiro aparece com o maior número de suplentes, oito. Na sequência estão o Ceará, com cinco, e o Distrito Federal e Santa Catarina, com quatro cada.
Número de candidaturas caiu em relação a 2022 e 2018
As eleições de 2026 registraram 67 candidaturas de líderes religiosos, número inferior ao observado nos dois pleitos anteriores.
Em 2022, foram 111 candidaturas. Naquele ano, oito líderes religiosos foram eleitos diretamente — três deputados federais e cinco deputados estaduais — enquanto 56 ficaram como suplentes: 41 estaduais, um distrital e 14 federais.
Também houve, em 2022, uma candidatura à Presidência da República, de Padre Kelmon, pelo PTB. Em 2026, ele foi eleito deputado federal suplente pelo PL em São Paulo.
Em 2018, foram 112 candidaturas de líderes religiosos. Sete foram eleitos diretamente, sendo cinco deputados estaduais e um deputado federal. Outros 87 ficaram como suplentes: 67 estaduais e 15 federais.
Naquele pleito, três líderes religiosos também disputaram vagas ao Senado, mas nenhum foi eleito.
O levantamento considera as candidaturas cuja ocupação autodeclarada no Tribunal Superior Eleitoral foi “Sacerdote ou Membro de Ordem ou Seita Religiosa”.