A prisão de um homem de 32 anos suspeito de exercer ilegalmente a medicina no Hospital Anna Fiorillo Menarim em Castro, ganhou novos desdobramentos após posicionamentos oficiais do Instituto Moriah, responsável pela gestão da unidade, e da Prefeitura Municipal. O caso teve início após denúncia encaminhada à 3ª Regional de Saúde do Paraná.
Em nota, o Instituto Moriah informou que o homem citado na ocorrência não faz parte do corpo clínico da unidade. Segundo a instituição, ele também não possui vínculo profissional como médico com o hospital. “A pessoa mencionada não integra o corpo clínico do Hospital Anna Fiorillo Menarim e tampouco possui vínculo profissional como médico com a unidade hospitalar”, afirmou o instituto.
De acordo com o posicionamento, o homem participava apenas de atividades acadêmicas ligadas a uma empresa médica terceirizada, responsável por prestar serviços ao hospital. “O referido indivíduo participava exclusivamente de atividades de estágio acadêmico na área médica, vinculadas a uma empresa médica terceirizada que presta serviços ao hospital”, explicou a instituição.
Ainda conforme o Instituto Moriah, o estudante possui graduação em medicina, porém ainda não tem registro ativo no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). Isso ocorre porque o diploma obtido no exterior está em processo de validação no Brasil por meio do Revalida. A segunda etapa da avaliação está prevista para o mês de maio. “A ausência de registro profissional no CRM impede o exercício da medicina, circunstância que foi integralmente observada no ambiente hospitalar”, destacou o instituto.
A entidade também afirmou que o estudante realizava apenas acompanhamento observacional, sempre sob supervisão médica. “Durante todo o período em que esteve nas dependências do hospital, o referido estagiário permaneceu exclusivamente em atividades de acompanhamento acadêmico observacional, sempre sob supervisão direta de médico tutor”, diz a nota.
Segundo o Instituto Moriah, não há indícios de que ele tenha realizado atendimentos ou procedimentos médicos na unidade. “Em nenhum momento realizou atendimentos clínicos, procedimentos médicos ou cirúrgicos, tampouco manteve atuação autônoma perante pacientes da unidade”, informou a instituição. “Não há qualquer indício de que pacientes tenham sido atendidos ou submetidos a procedimentos por parte do referido estagiário.”
A direção do hospital também destacou que mantém protocolos de controle e identificação dos profissionais que atuam na unidade e reforçou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Prefeitura acompanha o caso
Em nota oficial, a Prefeitura de Castro informou que a denúncia foi verificada por equipes da Vigilância Sanitária em conjunto com a Polícia Civil. “Servidores da Vigilância Sanitária, órgão da Secretaria de Saúde, dirigiram-se até o hospital juntamente com a Polícia Civil para averiguar a denúncia de exercício irregular de medicina. Constatado o fato, as medidas cabíveis foram tomadas pelas autoridades”, informou o município.
A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou ainda que a gestão de profissionais do hospital é de responsabilidade da empresa contratada, no caso, o Instituto Moriah. “A gestão de funcionários do hospital é de responsabilidade do Instituto Moriah, empresa que gerencia a unidade hospitalar, conforme contrato estabelecido pela Prefeitura de Castro no ano de 2022”, informou a administração municipal.
O município também afirmou que acompanha o andamento das investigações e destacou que realiza inspeções periódicas na unidade hospitalar. “Desde o início da atual gestão, equipes realizam inspeções quadrimestrais no hospital, notificando a empresa prestadora de serviços sobre pontos do contrato que não estão sendo cumpridos”, concluiu a prefeitura.
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