As terras da família do empresário Izidro Constantino Guedes, de 75 anos, localizadas na região do Cânion Guartelá, nos Campos Gerais do Paraná, tornaram-se um importante exemplo de preservação ambiental e recuperação da vegetação nativa. Situada entre os municípios de Castro e Tibagi, a propriedade abriga áreas preservadas que concentram espécies ameaçadas de extinção e contribuem diretamente para a manutenção da biodiversidade regional.
Ao longo de mais de 30 anos, Izidro dedicou parte da vida ao reflorestamento das terras da própria família, que somam cerca de 2,42 milhões de metros quadrados — área equivalente a aproximadamente 340 campos de futebol. Inserida em uma das regiões naturais mais emblemáticas do país, o Cânion Guartelá é considerado o maior cânion do Brasil, o que amplia a relevância ambiental da iniciativa.
Segundo a família, o empresário estima ter plantado cerca de 400 mil árvores, grande parte delas manualmente e de forma individual. Atualmente, aproximadamente 1,7 milhão de metros quadrados da propriedade são ocupados por mata fechada preservada, reunindo vegetação nativa e espécies de alto valor ecológico.
Entre as árvores cultivadas ao longo das décadas estão mais de 100 mil araucárias, símbolo do Paraná e espécie classificada como ameaçada de extinção, além de outras espécies nativas, como a imbuia. O espaço também conta com árvores frutíferas, que ajudam a atrair animais silvestres e favorecem a recomposição da fauna e da flora, fortalecendo o equilíbrio ambiental da região.
Além do trabalho realizado dentro da propriedade, Izidro expandiu a atuação ambiental com a criação do projeto “Planeta Verde”, voltado à distribuição gratuita de mudas para a comunidade. A iniciativa já chegou a doar milhares de árvores em um único dia, incentivando o reflorestamento em outras áreas e estimulando a participação da população em ações de preservação ambiental.
O trabalho desenvolvido pela família Guedes se destaca como um exemplo de compromisso de longo prazo com o meio ambiente, contribuindo para a proteção de ecossistemas sensíveis e para a construção de um legado sustentável nos Campos Gerais.
com informações via g1