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Registros de violência psicológica contra mulheres crescem 36,2% no Paraná

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Número de ocorrências aumentou mais que o dobro da média nacional entre 2024 e 2025

O número de registros de violência psicológica contra mulheres aumentou 36,2% no Paraná entre 2024 e 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.

O crescimento registrado no estado ficou acima da média nacional e chama atenção para o avanço desse tipo de violência, que pode envolver ameaças, humilhações, constrangimentos, controle e outras formas de agressão emocional.

Aumento dos registros

Os dados apontam uma elevação significativa nas ocorrências registradas no Paraná em apenas um ano. O avanço supera em mais de duas vezes a média nacional no período.

A violência psicológica pode ocorrer dentro ou fora de relacionamentos e, muitas vezes, não deixa marcas físicas, o que pode dificultar sua identificação. Ainda assim, seus impactos podem afetar diretamente a vida pessoal, social e emocional das vítimas.

Violência psicológica é crime

A violência psicológica contra a mulher passou a ter previsão específica na legislação brasileira. A prática pode envolver condutas destinadas a degradar ou controlar ações, comportamentos, crenças e decisões da vítima, por meio de ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento ou outras formas de abuso.

O aumento dos registros reforça a importância da identificação dos casos e da busca por atendimento e proteção.

Paraná registra crescimento acima da média

O avanço de 36,2% nas ocorrências paranaenses entre 2024 e 2025 coloca o estado em evidência no levantamento nacional.

Os números também ajudam a dimensionar uma modalidade de violência que pode permanecer por longos períodos sem ser denunciada, especialmente quando ocorre de maneira contínua dentro de relações pessoais.

A ampliação dos registros, entretanto, não significa necessariamente que todos os casos tenham ocorrido apenas no período analisado, já que mudanças na disposição das vítimas em denunciar e no acesso aos serviços de atendimento também podem influenciar os números.

Onde buscar ajuda

Mulheres que estejam enfrentando situações de violência podem procurar os serviços especializados da rede de proteção, delegacias e órgãos de atendimento à mulher.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. O Ligue 180 também oferece atendimento e orientação para mulheres em situação de violência.

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