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	<title>Arquivo de ABIC - Mz Notícias</title>
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		<title>Café fake entra na mira e indústria reforça fiscalização nos supermercados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação MZ]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 18:28:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Setor quer ampliar certificação nas prateleiras e monitorar lotes em todo o país; ABIC já realizou cerca de 170 mil análises desde 1979. Indústria aumenta cerco ao café adulterado O mercado brasileiro de café deve ganhar uma fiscalização mais próxima das prateleiras dos supermercados para tentar impedir a venda de produtos adulterados, impuros ou que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Setor quer ampliar certificação nas prateleiras e monitorar lotes em todo o país; ABIC já realizou cerca de 170 mil análises desde 1979.</p>
<h2>Indústria aumenta cerco ao café adulterado</h2>
<p class="isSelectedEnd">O mercado brasileiro de café deve ganhar uma fiscalização mais próxima das prateleiras dos supermercados para tentar impedir a venda de produtos adulterados, impuros ou que possam confundir o consumidor.</p>
<p class="isSelectedEnd">A indústria defende uma maior integração entre fabricantes, supermercados e órgãos públicos, além da ampliação do número de produtos certificados disponíveis no varejo. Entre as propostas está a criação de uma espécie de <strong>“gôndola certificada”</strong>, reunindo cafés que passaram por processos de análise e possuem selo de qualidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A discussão ocorreu durante o seminário <strong>“Defesa do consumidor de café: o papel das entidades públicas e privadas”</strong>, realizado em São Paulo e que reuniu representantes da indústria, do varejo e de órgãos públicos.</p>
<h2>Cerca de 10% dos cafés ainda precisam avançar em certificação</h2>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), aproximadamente <strong>10% dos cafés comercializados no varejo ainda precisam avançar nos processos de análise e certificação</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A avaliação do setor é que uma maior presença de produtos certificados nas lojas poderia funcionar como uma camada adicional de proteção para o consumidor e dificultar a entrada de cafés irregulares no mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta também é fazer com que a certificação tenha influência na própria organização das prateleiras, e não fique restrita à informação apresentada na embalagem.</p>
<h2>ABIC já analisou 170 mil amostras</h2>
<p class="isSelectedEnd">A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) mantém há décadas programas de monitoramento e certificação. Desde 1979, a entidade já realizou aproximadamente <strong>170 mil análises</strong> de café.</p>
<p class="isSelectedEnd">Atualmente, são cerca de <strong>5 mil análises de lotes por ano</strong>. A entidade também vem mapeando produtos comercializados em diferentes regiões brasileiras e pretende ampliar esse trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é identificar irregularidades e aumentar a quantidade de cafés certificados disponíveis para os consumidores.</p>
<h2>Mercado movimenta milhares de toneladas</h2>
<p class="isSelectedEnd">O tamanho do consumo ajuda a explicar a preocupação da indústria. De acordo com dados apresentados pela APAS, o varejo brasileiro comercializa aproximadamente <strong>80 mil toneladas por ano de café tradicional em embalagens de 500 gramas</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para representantes do setor, o café já apresenta um nível de organização em torno de certificações e selos superior ao observado em algumas outras categorias de alimentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo assim, indústria e supermercados entendem que ainda existe espaço para ampliar a fiscalização e a participação de produtos certificados.</p>
<h2>O que é o chamado “café fake”?</h2>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação ganhou força após o surgimento de produtos comercializados como alternativas mais baratas ao café tradicional. Alguns deles podem utilizar matérias-primas como folhas, cascas e outras partes vegetais, sem necessariamente conter grãos de café.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ABIC já alertou que produtos apresentados como <strong>“pó para preparo de bebida tipo ou sabor café”</strong> não devem ser confundidos com café torrado e moído. A entidade também afirma que misturas com resíduos agrícolas, matérias estranhas ou partes da planta do café que não sejam a semente são proibidas pela legislação sanitária e agropecuária.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em 2025, a Anvisa chegou a determinar o recolhimento e a proibição da comercialização de produtos de três marcas classificados como irregulares após análises apontarem problemas na fabricação.</p>
<h2>Fiscalização ainda enfrenta dificuldades</h2>
<p class="isSelectedEnd">Para a indústria, um dos principais obstáculos é a fragmentação da fiscalização pública. Amostras coletadas em diferentes regiões podem passar por estruturas distintas, dificultando a concentração das informações e a identificação rápida de produtos suspeitos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Outro problema apontado é o intervalo entre a descoberta de uma irregularidade e a aplicação das medidas necessárias para retirar o produto do mercado.</p>
<p class="isSelectedEnd">A defesa do setor é por uma atuação mais integrada entre coleta de amostras, análise laboratorial, compartilhamento de informações e fiscalização.</p>
<h2>Selo pode ajudar consumidor na hora da compra</h2>
<p class="isSelectedEnd">Além da fiscalização, a indústria aposta na certificação como uma ferramenta para facilitar a escolha do consumidor.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os programas da ABIC avaliam aspectos como a pureza do produto e suas características de qualidade. A certificação inclui análises laboratoriais, avaliação sensorial e auditorias dos processos das empresas, além de verificações periódicas nos pontos de venda.</p>
<p>Por isso, a orientação do setor é que o consumidor observe atentamente a embalagem, a procedência e as informações do produto antes da compra, principalmente diante de ofertas com preços muito abaixo dos praticados normalmente.</p>
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