Sessão também teve aprovação de projetos, autorização de R$ 230 mil para estradas rurais, propostas de proteção animal e 17 requerimentos
A situação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Castro – Anna Fiorillo Menarim foi um dos principais assuntos da 23ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (10).
A presença do secretário municipal de Saúde, Dr. Matilvani Moreira, na tribuna, não encerrou os questionamentos dos vereadores sobre a interdição da unidade, os recursos destinados ao hospital e o contrato mantido com o Instituto Moriah.
Vereadores cobram informações sobre a UTI
A vereadora Fátima questionou os números apresentados pelo secretário em relação aos repasses financeiros destinados a reformas e serviços. Segundo a parlamentar, os valores mencionados não correspondem ao que consta no contrato firmado com o Instituto Moriah.
O assunto teve um encaminhamento concreto com a aprovação do Requerimento nº 398, que solicita informações detalhadas sobre a interdição da UTI pela Vigilância Sanitária.
A partir das respostas que forem apresentadas, os vereadores avaliam a possibilidade de adotar medidas de investigação mais amplas, incluindo a eventual instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou o encaminhamento do caso ao Ministério Público.
Reunião extraordinária foi convocada
Ao final da sessão, foi convocada uma reunião imediata e extraordinária com a participação dos vereadores, do secretário municipal de Saúde e de representantes do Instituto Moriah.
Vereador defende médico formado no exterior
Outro assunto relacionado à área da saúde também foi discutido durante a sessão.
O vereador Dr. Paulo se manifestou sobre a situação de um jovem médico formado no exterior que aguarda o processo de Revalida para ter o diploma reconhecido no Brasil.
O parlamentar defendeu o profissional e afirmou que ele estaria acompanhando atendimentos sem que isso caracterizasse exercício ilegal da medicina ou imperícia. Ao comentar a situação, classificou o episódio como uma “página virada”.
Agroleite 2026 também foi destaque
A repercussão da Agroleite 2026 também foi mencionada durante a sessão.
O presidente da Câmara, Gerson Sutil, destacou a participação de mais de 400 expositores no evento e a presença de comerciantes de Castro.
O vereador citou ainda a participação da Cooperativa Castrolanda e da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio na organização e na inclusão de empresas locais na programação.
Segundo a avaliação apresentada no plenário, a movimentação provocada pelo evento também teve reflexos no comércio do município.
Vereadores cobram fiscalização e melhorias na segurança
A circulação de scooters elétricas também entrou na pauta de discussões. Os vereadores cobraram fiscalização sobre o uso desses veículos por adolescentes diante de relatos de condução imprudente e acidentes.
A preocupação envolve tanto o comportamento dos usuários quanto os riscos para outras pessoas que utilizam as mesmas vias.
O vereador César do Povo chamou atenção para a segurança dos trabalhadores responsáveis pela limpeza e manutenção das ruas. Ele defendeu uma sinalização mais eficiente nos locais onde as equipes estão trabalhando para reduzir o risco de atropelamentos.
Já o vereador Ricardo solicitou a instalação de câmeras de monitoramento conectadas à “muralha digital” no Cemitério Nossa Senhora do Rosário. A proposta busca ampliar a segurança diante de registros de furtos e vandalismo.
Câmara aprova projeto sobre saúde mental dos profissionais da educação
Entre as matérias aprovadas está o Projeto de Lei nº 85/2026, de autoria do vereador Kleber Roberto Sviercoski.
A proposta foi aprovada em segunda discussão e votação e institui em Castro a Semana Municipal de Valorização, Saúde Mental e Bem-Estar dos Profissionais da Educação.
O texto prevê ações de conscientização e incentivo ao cuidado com a saúde física e emocional dos trabalhadores da área da educação.
“Julho Dourado” é aprovado com emenda
Também foi aprovado, com emenda, o Projeto de Lei nº 89/2026, apresentado pelo vereador Aldori José Corso.
A proposta cria no município a campanha “Julho Dourado”, voltada à conscientização sobre saúde e proteção dos animais.
Entre as ações previstas estão:
- Palestras;
- Campanhas educativas;
- Feiras de adoção;
- Mutirões;
- Orientações veterinárias;
- Vacinação;
- Castração;
- Distribuição de materiais informativos.
Banco Solidário de Ração tem votação adiada
O Projeto de Lei nº 83/2026, com emenda e encaminhado pelo Executivo, não foi votado nesta sessão.
A proposta prevê a criação do Programa Municipal de Segurança Alimentar Animal – Banco Solidário de Ração.
A matéria estava prevista para segunda discussão, mas teve a votação interrompida após pedido de vistas apresentado pelo vereador Jhonnathan de Sousa Flugel.
Também ficou pendente o Projeto de Lei nº 98/2026, de autoria do vereador Pedro Jaremczuk.
A proposta determina que estabelecimentos veterinários públicos e privados de Castro comuniquem às forças de segurança suspeitas de maus-tratos identificadas durante atendimentos.
O texto recebeu pedido de vistas do vereador Aldori José Corso e, por isso, não foi votado.
Câmara autoriza R$ 230 mil para estradas rurais
Na área de infraestrutura, os vereadores aprovaram em primeira discussão e votação o Projeto de Lei nº 103/2026.
A proposta autoriza a abertura de Crédito Adicional Suplementar de R$ 230 mil, destinado à contratação de empresa especializada para a locação de máquinas e equipamentos utilizados na manutenção das estradas rurais.
Os serviços previstos incluem:
- Recuperação de trechos;
- Nivelamento;
- Cascalhamento;
- Drenagem;
- Outras intervenções necessárias para a conservação das vias vicinais.
A medida contempla a infraestrutura utilizada por moradores e produtores das comunidades do interior, especialmente em períodos de maior deterioração das estradas.
Repasse para associação turística é revogado
Outro projeto aprovado em primeira discussão foi o PL nº 96/2026, de autoria do Executivo.
A matéria revoga a Lei nº 4.298, de 16 de dezembro de 2025, que havia autorizado o repasse de contribuição associativa anual à Associação Turística do Norte Pioneiro do Paraná (ATUNORPI).
A justificativa apresentada para a revogação aponta uma questão jurídica e administrativa.
Conforme o texto da proposta, foi identificado que o instrumento previsto na legislação anterior não seria adequado para formalizar a parceria e efetivar o repasse pretendido.
Foto de divulgação