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Dez anos após desastre no Litoral, Defesa Civil promove lives para relembrar episódio

Foto: AEN

 

Desastre ocorrido em 11 de março de 2011 pelo excesso de chuvas deixou quatro mortes e mais de 10 mil desabrigados nas cidades de Antonina, Paranaguá, Morretes e Guaratuba. Para relembrar episódio, Defesa Civil do Paraná promove três lives que relembram atuação da instituição.
Desastre ocorrido em 11 de março de 2011 pelo excesso de chuvas no Litoral deixou quatro mortes e mais de dez mil desabrigados nas cidades de Antonina, Paranaguá, Morretes e Guaratuba. Para relembrar episódio, Defesa Civil do Paraná promove três lives que relembram atuação da instituição.
O desastre que deixou mais de 10 mil desabrigados no Litoral paranaense em 2011 por consequência do excesso de chuvas completa dez anos nesta quinta-feira (11). O episódio, conhecido como Desastre Águas de Março, foi um marco na história do Paraná não apenas pela extensão de seus estragos, mas também por ter sido o motor para a implementação de diversas iniciativas por parte da Defesa Civil do Estado, melhorando sua atuação, que passou a ser reconhecida nacional e internacionalmente.
Para relembrar esse episódio e abordar os pontos de transformação, a Defesa Civil promove, nos dias 11 e 12 de março, o evento “Águas de Março – 10 Anos”, composto por três lives que irão discutir suas diferentes frentes de atuação. As transmissões serão através do Youtube da Defesa Civil e a participação é gratuita.
A programação inicia nesta quinta-feira (11), às 10 horas, com a mesa redonda “Memórias e desafios”. Nela, serão apresentados os desafios enfrentados no momento da emergência e o que evoluiu a partir dela. Para falar do tema estarão presentes o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil; o coronel Edemilson de Barros, comandante do Litoral na época do desastre; e o tenente-coronel Antonio Hiller, chefe da divisão de Defesa Civil durante o episódio.
Na sexta (12), a programação segue com uma transmissão às 10 horas com o tema “Mapeamentos”. A live contará como atuaram os geólogos na ocasião, além de como são feitos os mapeamentos de risco e de que forma são utilizados. O evento se encerra com a live “Monitoramento”, às 15 horas, abordando o processamento de informações e os alertas emitidos pelo Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd).
“Desastres têm que ser lembrados para que não aconteçam novamente. Por isso, faremos uma memória dessa ocorrência, contando por que ela virou um marco para nossa história”, comenta o capitão Marcos Vidal da Silva Junior, da assessoria de Comunicação da Defesa Civil.
DESASTRE – Na ocasião, alguns pontos do Litoral chegaram a registrar precipitação de 200 milímetros em apenas um dia, quando a média mensal é de 250 mm. A quantidade abundante de chuvas prejudicou a região de forma geral, mas deixou estragos mais profundos em Antonina, Paranaguá, Morretes e Guaratuba.
“Morretes teve uma comunidade totalmente afetada. A chuva levou embora as casas da região. Teve um morro inteiro que veio abaixo. Mas, felizmente, foram poucos óbitos frente ao tamanho da tragédia”, relembra Vidal, que trabalhou no resgate. Foram quatro mortes e mais de 10 mil pessoas ficaram sem suas casas.
A partir de um gabinete de gestão de crise montado no quartel do Corpo de Bombeiros em Paranaguá, foi realizada uma integração de forças entre diferentes órgãos para a contenção dos danos, e envolveu, além da Defesa Civil, a Polícia Rodoviária, a Polícia Militar, a Marinha e o Corpo de Bombeiros.
Na fase mais emergencial da ocorrência, o foco foi resgatar os moradores prejudicados pelas chuvas, muitas vezes salvos por meio de helicópteros em comunidades isoladas, e encaminhá-los para abrigos. Na sequência, a ação envolveu uma campanha de arrecadação de alimentos e roupas para os abrigos, a retirada da lenha e sedimentos que haviam sido arrastados e a reparação das estradas, além da captação de recursos para construção de moradias e reconstrução de pontes.
RECONHECIMENTO – A partir do episódio, a Defesa Civil se mobilizou para melhorar e implementar novas iniciativas de modo a evitar que a tragédia se repetisse. Ao longo da década essas ações trouxeram reconhecimento nacional e internacional ao órgão.
Uma dessas iniciativas foi o Plano de Contingência Online, voltada para a gestão de situações de desastres naturais, que permite que os municípios paranaenses desenvolvam seu próprio plano de contingência. A ferramenta foi integrada ao SISDC – Sistema Informatizado de Defesa Civil, desenvolvido em 2005 pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). O objetivo é facilitar a resposta dos municípios às emergências, tornando-a mais rápida e eficiente.
Todos os 399 municípios paranaenses possuem seu plano de contingência cadastrado no sistema, que devem ser atualizados anualmente.
Em março de 2015, o sistema foi premiado pela Organização das Nações Unidas (ONU), através do Escritório de Estratégia Internacional para Redução de Desastres (UNISDR). A conquista levou o coronel Edemilson de Barros, então coordenador executivo da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, a apresentar o programa na 3ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Redução do Risco de Desastres, realizada em Sendai, no Japão.
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