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EXCLUSIVO: Estudo mostra cenário assustador para a economia de Ponta Grossa

 

Além do estudo, uma entrevista exclusiva com empresários de PG.

 

Ponta Grossa sofre grande perda econômica devido a restrições impostas pelo Governador Ratinho Jr. e pela prefeita Elizabeth Schmidt. Nos últimos dias acentuou-se a crise no sistema de saúde do município, o qual não foi equipado para atendimento da demanda expressiva de pacientes, ao deparar-se com este cenário os governantes optaram por restringir a população, retirar os direitos de empresários, autônomos e adoção de toque de recolher, medidas estas tomadas com a tratativa de que é necessário diminuir a curva de contágio do Covid-19.

Um estudo realizado pela Câmara Técnica de Comércio e Serviços revela dados impactantes das medidas restritivas na atividade econômica de Ponta Grossa. Segundo os dados levantados a perda média de estabelecimentos não essenciais teve uma queda de 71% em seu faturamento, contra 50% de queda dos essenciais.

Segundo os dados apurados, cerca de 21% dos estabelecimentos não conseguem manter suas atividades se as medidas de isolamento forem mantidas. No assunto de possíveis demissões, o cenário não é nada positivo, tendo em vista que 72% dos estabelecimentos tem a pretensão de realizar demissão de funcionários, a tendência é de que as pequenas e médias empresas são as que mais efetivarão demissões nos próximos meses.

Com todos estes dados levantados, nossa equipe buscou saber diretamente dos empresários qual a realidade de cada seguimento. De acordo com Fernanda Perlin, franqueada Lojas O Boticário até a presente data suas lojas tiveram 40% de queda no faturamento e a perspectiva é que chegue a 50% de queda no faturamento até o final deste mês.  Fernanda pontua “Mesmo nossas lojas prestando um serviço essencial vendendo produtos de higiene pessoal que são importantes, vemos que caso continue a queda no faturamento teremos que tomar medidas drásticas”.

A rede franqueada O Boticário aqui em Ponta Grossa em 2020 conseguir manter o quadro de funcionários. “Temos mais de 70 colaboradores na empresa, caso economia continue com essa queda, teremos de tomar decisões que não gostaríamos, no caso de demissões” finalizou.

Já o empresário Marcio Paulik, gestor do Grupo MM afirma que suas empresas conseguem manter-se fechadas durante este lockdown e por mais algum tempo graças a ferramentas de gestão e vendas online “ A nossa grande preocupação é com o ciclo econômico, empresas como a do nosso porte sobrevivem apenas com a geração e manutenção dos empregos, 70% dos empregos gerados em nossa cidade é de pequenos e microempresários que possuem 4 ou 5 funcionários, e estas pessoas são os que consomem e fazem a economia girar” pontuou Marcio.

Ainda durante a entrevista o empresário demostrou preocupação com a economia das demais empresas a médio e longo prazo, pois tendo desempregos e queda do poder de aquisitivo da população, as grandes empresas também serão afetadas. No ponto de vista do empresário este cenário onde enfrentamos um “lockdown geral” com pouca eficácia na questão da saúde, porém prejudicando a economia local,  “Nós tivemos em Ponta Grossa um pseudo Lockdown  a alguns dias atrás, onde os micro e pequenos empresários já não estavam trabalhando, e agora mais uma vez não trabalham. É preferível fazer algo radical por uma semana e depois reabrir ao invés deste ‘chove não molha’ que acaba aumentando esta crise, aí as empresas não irão suportar mais um mês com essa situação” ressalta.

Marcio comentou ainda sobre a flexibilização do atual decreto, que permitiu aos mercados estenderem o horário e venderem aos finais de semana e para o comercio não essencial a prefeitura faz justamente ao contrário, pois a flexibilização e horário estendido deveria ser para todo o comércio. Paulik comentou sobre suas ideias e propostas de combater o Covid-19 , equilibrando a saúde sem prejudicar a economia ,em um formato utilizado por diversas outras cidades do mesmo porte de Ponta Grossa. Ele cobrou ainda “De que adianta a maioria do comercio fechado e as filas ainda permanecendo nos bancos, lotéricas e mercados? Sem falar na grande aglomeração nos balneários, como São Jorge, capão da Onça, Passo do Pupo, pois é daí que ocorrem muitas infecções principalmente com os mais jovens e que trazem o vírus para seus pais e avós” finalizou.

O lockdown prejudica e muito a vida de todos os trabalhadores e empresários de Ponta Grossa, que a longo prazo o ciclo econômico pode virar um caos, um ciclo de perdas do poder de compra, perda de empregos e assim acentuando uma forte queda na economia local, é este fato que fica claro de acordo com os empresários e principalmente com os números apresentados pela análise realizada pela Câmara Técnica de Comércio e Serviços.

A pergunta que fica é: Até que ponto a gestão da prefeita Elizabeth Schmidt está preparada para as consequências desta decisão, onde milhares de empresários e trabalhadores estão sendo prejudicados por um pseudo lockdown?

Confira a entrevista exclusiva e todos os detalhes no Jornal MZ noticias 1ª Edição

 

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