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Famílias sofrem com novo alagamento em PG; Bombeiros foram acionados

07/06/2022 | 14:18 Por Redação Modificado em 07, junho, 2022 2:24

Algumas famílias estão passando por dificuldades por conta de um alagamento, como ocorreu uma vez mais na manhã de hoje (07), na região da Vila Madureira, na cidade de Ponta Grossa. Sempre que chove, casas que estão em uma área do final da rua República São Salvador passam pelo mesmo problema frequentemente.

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Claramente a área não é apropriada para a construção de casas, mas é o único lugar em que pessoas, assim como o Cleiton, encontraram para sobreviver. O jovem foi retirado da residência inundada com a ajuda do Corpo de Bombeiros, e inconformado com a situação presente dos moradores de seu bairro, ele luta pelos seus direitos. “Estamos aqui nesta situação recorrente já, a gente não aguenta mais passar por este tipo de situação”. “A comunidade resiste, nós estamos oprimidos vivendo a margem social”, concluiu o jovem.

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Ainda segundo Cleiton, a Prefeitura de Ponta Grossa realizou a limpeza da área, mas não seria só isso que eles precisavam. “Lutamos pelo direito de ter um abrigo, uma moradia nossa, aqui”, relatou.

Profissionais da Defesa Civil e da Prefeitura estiveram no local para auxiliar aos moradores que se retirassem e fossem levados para um abrigo social para ficar no máximo até três meses. Segundo a Secretaria de Assistência Social, após este tempo as pessoas recebem o aluguel social, para alugar a própria casa até no máximo 9 meses, onde após isso, a pessoa teria que voltar a viver ‘como pode’.

Por outro lado poucas pessoas aceitam sair do local do alagamento e recusam a ajuda. Apegados no valor sentimental de suas casas, fica difícil abandonar o lar onde muitos nasceram para viver de uma forma que pode não durar muito tempo. “Como posso sair daqui sem ter a segurança que no futuro vou precisar retornar?” disse uma moradora.

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Sr. João, levando seus pertences para a casa de familiares.

Um exemplo é o Sr. João, que contou para a nossa equipe que esta foi a primeira vez que água atingiu totalmente sua casa. Ele preferiu ficar alguns dias na casa de familiares e depois retornar para a sua residência. Cleiton que falamos anteriormente também recusou a ajuda por diversas vezes e pensa como a maioria dos moradores da região, “que ir embora e deixar suas casas não é a solução”, e sim, que as famílias precisam de ajuda para continuar vivendo onde desejam e construindo seus sonhos. Afinal, você gostaria de deixar o seu conforto para viver um futuro sem respostas?!

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