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GAECO pressiona conclusão da CEI dos combustíveis

10/11/2020 | 18:39 Por Notícias Mz Modificado em 10, novembro, 2020 6:39

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), ligado ao Ministério Público do Paraná, está pressionando a Câmara Municipa de Ponta Grossa a entregar o mais rápido possível os feitos da Comissão Especial de Inquérito (CEI), instaurada para apurar denúncias de desvio de combustíveis na Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos.

A declaração foi feita pelo vereador e membro da comissão, sargento Guiarone (PRTB), durante sessão do legislativo. Segundo o parlamentar, quando os vereadores se manifestaram sobre o caso, e a CEI foi instaurada, em março de 2019, o Gaeco já vinha realizando diligências em segredo de justiça.

Na oportunidade, o parlamentar também informou que esteve recentemente no órgão em questão, tomando ciência de que o funcionário, Joelson Sluzz, já teria sido ouvido pela equipe do MP. Entretanto, Guiarone não acredita que somente o servidor, estivesse agindo ilicitamente de acordo com o que foi levantado.

Em discurso na Tribuna da Câmara, o sargento pediu mais agilidade dos membros da CEI, pois o MP estaria solicitando maior empenho nos trabalhos, para anexar aos autos o relatório das investigações, a cargo de Maurício Silva (PSB).
Na Sessão Ordinária de ontem (09), em atenção aos pedidos dos componentes da comissão, os demais titulares de cadeiras aprovaram a prorrogação no prazo por 10 dias, para que diligências complementares sejam realizadas.

Denúncias

As denúncias foram apresentadas ao MP pelo atual secretário de Serviços Públicos, Márcio Ferreira. Conforme informou, aproximadamente 600 mil litros de combustíveis haviam sido desviados daquela Pasta no curso de duas administrações anteriores (então secretários Celso Santana e Alessandro Lozza de Morais, respectivamente).

Márcio Ferreira acusou o servidor municipal Joelson Sluszz de ser o responsável pelo desvio. Segundo o secretário, o servidor atuou na pasta na gestão anterior, de Alessandro Lozza de Moraes, e fazia lançamentos para a Usina de Asfalto, localizada no Distrito Industrial, e que se encontra desativada.

Ferrreira enfatizou que fez a constatação de diversas irregularidades, como a de Joelson exercer o cargo de assessor administrativo do ex-secrretário SMOSP sem ter os requisitos técnicos para o exercício da função.

Conforme foi noticiado na época, os desvios não teriam ocorrido somente durante o primeiro mandato do prefeito Marcelo Rangel. As ilicitudes teria tido início na gestão de Pedro Wosgrau Filho, cujo secretário de Obras era Celso Santana.

(Luís Carlos Pimentel)

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