A alta dos preços dos combustíveis pode comprometer o programa federal Gás do Povo, que fornece GLP (gás liquefeito de petróleo), conhecido como gás de cozinha, gratuito para cerca de 50 milhões de pessoas, alertaram distribuidores, revendedores e analistas de combustíveis, a seis meses das eleições presidenciais.
Em novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa como sua principal iniciativa energética, preparando-se para buscar a reeleição em outubro.
A guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã impulsionou os preços do GLP no Brasil. Após um leilão da Petrobras no fim de março para entrega em abril ter gerado ágios de até o dobro dos valores praticados em contratos tradicionais, Lula prometeu na semana passada anular a licitação.
Nesta segunda-feira (6), o governo anunciou uma subvenção ao GLP importado, por dois meses prorrogáveis pelo mesmo período, com o objetivo de reduzir o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável. Revendedores não comentaram imediatamente quais os eventuais impactos do subsídio no Gás do Povo.
O GLP proveniente desse leilão já foi entregue aos distribuidores, que repassaram o aumento de preço aos revendedores em todo o Brasil, disseram distribuidores e revendedores à Reuters.





