Grávida com morte cerebral é mantida viva por aparelhos até o sétimo mês de gravidez 
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Grávida com morte cerebral é mantida viva por aparelhos até o sétimo mês de gravidez 

22/01/2025 | 10:59 Por redacao mz

Joyce Sousa Araújo, de 21 anos, está internada na Santa Casa de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, após sofrer um aneurisma e ter morte cerebral decretada em 1º de janeiro. Devido à sua gravidez avançada de seis meses, os médicos decidiram mantê-la viva por aparelhos até que a gestação complete o sétimo mês.

Seu marido, João Matheus Silva, de 23 anos, relatou que Joyce foi internada após sentir uma forte dor de cabeça. Em entrevista ao g1, João explicou que sua esposa nunca apresentou sinais de um possível aneurisma e que as dores começaram após a gravidez. A Santa Casa de Rondonópolis informou que a equipe de obstetrícia está acompanhando a criança e ainda não há previsão para o parto.

João contou que tudo aconteceu de forma rápida. Em 20 de dezembro de 2024, Joyce passou mal em Jaciara, onde o casal reside desde que se mudaram de Tocantins para Mato Grosso em julho. Ela foi levada ao hospital local, onde desmaiou e teve seu quadro agravado, sendo internada imediatamente.

Joyce foi transferida para Rondonópolis em poucos dias, onde passou por uma cirurgia. Nos dias seguintes, seu cérebro começou a inchar, necessitando de um procedimento em que parte do crânio foi removida para aliviar a pressão.

Mesmo com todos os esforços médicos, Joyce teve morte cerebral decretada. Ela e João estão juntos há seis anos e se mudaram para Mato Grosso em busca de novas oportunidades de trabalho, acompanhados de suas duas filhas, de 3 e 7 anos. João trabalha como ajudante em uma ferrovia e Joyce era vendedora antes da gravidez.

A família agora está buscando arrecadar dinheiro para enviar o corpo de Joyce para Tocantins, após o nascimento do bebê.

com informações via g1

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