Israel elevou o nível de alerta e está intensificando os preparativos militares em meio a crescentes indícios de um possível ataque conjunto com os Estados Unidos contra o Irã nos próximos dias.
De acordo com as fontes, uma das quais é um oficial militar, Israel tem se mostrado cético em relação às negociações entre EUA e Irã há semanas e vem acelerando seu planejamento operacional e defensivo, apesar do progresso anunciado na segunda rodada de negociações na terça-feira (17).
Uma das fontes disse que a possível ofensiva, se autorizada pelo presidente Donald Trump, deve durar mais do que o conflito de 12 dias em junho de 2025 e envolverá ataques coordenados entre os dois países.
As fontes acrescentaram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizou diversas consultas especiais de segurança nesta semana para avaliar a prontidão e a coordenação dos militares.
Nesta quarta-feira (18), Amos Yadlin, ex-chefe da inteligência militar israelense, disse que estão “muito mais perto do que antes (de um ataque)”. Falando ao Canal 12 de Israel, ele acrescentou que, embora tenha participado da Conferência de Segurança de Munique na semana passada, “pensaria duas vezes antes de viajar de avião neste fim de semana”.
Além disso, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento israelense realizou uma reunião a portas fechadas com o chefe do Comando da Defesa Civil de Israel.
O presidente da comissão, Boaz Bismuth, afirmou: “Estamos vivendo tempos desafiadores diante do Irã”, ressaltando que o governo e a população estão “se preparando para qualquer cenário” de confronto.





