Vítimas foram localizadas em ruas, terrenos baldios e áreas de mata na capital paulista e na Grande São Paulo. Polícia investiga possível participação de facções, mas descarta ligação comprovada entre todos os casos.
A descoberta de 17 corpos em apenas 48 dias mobilizou investigações policiais na cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana. Entre 5 de setembro e 22 de outubro de 2026, foram registrados casos envolvendo vítimas encontradas em circunstâncias violentas, incluindo pessoas amarradas, baleadas e esquartejadas.
Dos 17 registros investigados como homicídios, 14 ocorreram na capital paulista e três na Grande São Paulo.
Os corpos foram abandonados em diferentes locais, como ruas, terrenos baldios e áreas de vegetação. Algumas vítimas estavam dentro de sacos plásticos.
A sequência de ocorrências levantou suspeitas sobre possíveis execuções relacionadas ao crime organizado.
Polícia investiga possível atuação de ‘tribunal do crime’
Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores é a participação de integrantes de facções criminosas em parte das mortes.
Nesse contexto, a polícia apura possíveis ligações com o chamado ‘tribunal do crime’, expressão utilizada para descrever julgamentos clandestinos realizados por organizações criminosas contra pessoas acusadas de descumprir regras impostas pelos grupos.
Essas práticas podem resultar em punições violentas e execuções.
Entretanto, a hipótese não abrange necessariamente todos os 17 casos, e ainda não existe comprovação de que os crimes estejam relacionados.
Secretaria de Segurança não confirma ligação entre os assassinatos
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que não existem elementos suficientes para estabelecer uma conexão entre todas as ocorrências.
O órgão também afirmou que não há evidências que sustentem rumores sobre a possível atuação de um assassino em série.
Segundo a secretaria, cada caso está sendo investigado individualmente, levando em consideração as circunstâncias, os elementos encontrados e os resultados das perícias.
A semelhança na forma como alguns corpos foram abandonados não é suficiente para comprovar que os assassinatos tenham sido cometidos pelos mesmos responsáveis.
Câmera registrou homens abandonando corpo em terreno
Um dos casos investigados ocorreu no Rio Pequeno, na Zona Oeste de São Paulo.
Imagens de uma câmera de segurança registraram quatro homens retirando um corpo do porta-malas de um automóvel e abandonando a vítima em um terreno.
O jovem foi identificado como Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos.
Ele foi encontrado com as mãos amarradas e apresentava cinco marcas de tiros na cabeça.
As imagens passaram a integrar os elementos analisados pelos investigadores para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os envolvidos.
Mulher de 35 anos foi encontrada esquartejada
Outro caso que integra as investigações é o de Lucimara Garcia do Nascimento de Freitas, de 35 anos.
A mulher, mãe de uma criança de 1 ano, foi encontrada esquartejada nas proximidades da Marginal Tietê, na capital paulista.
A principal linha de investigação para a morte de Lucimara é a hipótese de feminicídio.
As autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar os responsáveis.
Outros corpos ainda aguardam resultados de perícias
Além dos casos já investigados como homicídios, outros corpos localizados na região ainda dependem de exames periciais para determinar as causas das mortes.
Os laudos são fundamentais para esclarecer se houve ação criminosa e identificar possíveis elementos que relacionem determinadas ocorrências.
A Polícia Civil também analisa informações obtidas durante as investigações e os vestígios encontrados nos locais.
Suspeitos foram identificados e há pedidos de prisão
De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública, as investigações já resultaram na identificação de suspeitos e na existência de ordens de prisão preventiva.
Entretanto, até a última atualização, não havia confirmação de que os procurados tivessem sido presos.
As investigações continuam para esclarecer os assassinatos, identificar os responsáveis e determinar se parte dos crimes possui relação com organizações criminosas.
A SSP reforça que, até o momento, não há comprovação de uma ligação entre todos os casos registrados na capital e na Grande São Paulo.