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Tacógrafo do caminhão não estava 100% de funcionamento e vídeo a 120 km/h volta a circular após tragédia na BR-373

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Motorista Alex Rivail, morador de Castro, morreu na colisão que deixou 23 vítimas em Ipiranga; autoridades ainda investigam as causas do acidente

19 de agosto de 2026

A tragédia registrada na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná, deixou 23 pessoas mortas e cinco feridas. A colisão frontal envolveu um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e um caminhão Scania/P320 B8X2, com placas de Erechim (RS).

O motorista do caminhão foi identificado como Alex Rivail, morador de Castro. Ele também morreu no acidente.

A colisão aconteceu por volta das 3h30, no km 209 da BR-373. O caminhão seguia no sentido de Carambeí para Prudentópolis, enquanto o micro-ônibus transportava pacientes de Imbituva para hospitais da região da Grande Curitiba.

Tacógrafo apresentou falha

Durante os trabalhos de atendimento e perícia, foi constatado que o tacógrafo do caminhão não estava funcionando plenamente no momento do acidente.

A informação foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O equipamento é responsável por registrar dados importantes do deslocamento do veículo, como velocidade, distância percorrida e períodos de condução e descanso do motorista.

Segundo a PRF, a irregularidade também deverá resultar em autuação.

A falha no equipamento é considerada um elemento importante para a investigação, já que pode dificultar a obtenção de informações registradas pelo próprio caminhão antes da colisão.

Vídeo antigo mostra caminhão a 120 km/h

Após a tragédia, também voltou a circular nas redes sociais um vídeo publicado pelo próprio Alex Rivail em maio de 2025.

Na gravação, o motorista participa de uma trend relacionada à velocidade de caminhões. O áudio utilizado no vídeo faz referência a velocidades de 90 km/h e 110 km/h. No entanto, no registro publicado por Alex, o painel do veículo aparece indicando 120 km/h.

O vídeo foi publicado cerca de um ano antes do acidente e passou a receber críticas após a tragédia.

O registro, porém, não comprova que o caminhão estivesse a 120 km/h no momento da colisão desta quarta-feira. A velocidade desenvolvida pelo veículo no instante do acidente ainda depende da investigação das autoridades.

Investigação deve esclarecer a dinâmica

Informações preliminares apontam que o caminhão teria invadido a faixa contrária e atingido frontalmente o micro-ônibus. Entretanto, a dinâmica exata da colisão ainda está sendo investigada pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Científica.

Além da análise dos veículos e do local do acidente, os investigadores deverão considerar outros elementos que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam a batida.

A situação do tacógrafo também será analisada dentro da investigação.

Tragédia deixou 23 mortos

O micro-ônibus transportava pacientes de Imbituva que seriam atendidos em unidades hospitalares da Grande Curitiba. A maior parte das vítimas estava no veículo.

Ao todo, 23 pessoas morreram, sendo 21 adultos e duas crianças. Outras cinco pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais da região.

Entre as vítimas já identificadas estão Marcos Vinícius Marconato, Willieny Brandt Marconato e Liane Bienert, além do motorista do caminhão, Alex Rivail.

As autoridades continuam trabalhando na identificação das demais vítimas e na apuração das circunstâncias que provocaram uma das maiores tragédias recentes nas rodovias dos Campos Gerais

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