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Paraná inicia aplicação da segunda dose de reforço contra a poliomielite para crianças de 4 anos

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Nova etapa da vacinação começa nesta segunda-feira (3) em todo o estado e integra a Campanha Nacional de Multivacinação.

Vacinação começa nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (3), crianças de 4 anos passam a receber a segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite em todo o Paraná. Com a atualização do calendário vacinal, o esquema de imunização contra a paralisia infantil passa a contar com cinco doses, todas aplicadas por meio da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), encerrando definitivamente o uso da tradicional vacina oral, conhecida como “gotinha”.

Novo esquema vacinal

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a imunização continua sendo realizada com três doses iniciais, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade.

O primeiro reforço permanece aos 15 meses, enquanto o segundo reforço passa a ser aplicado aos 4 anos de idade.

Campanha de Multivacinação

A vacinação faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro.

A orientação é para que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Caso haja alguma dose em atraso, é possível atualizar o esquema vacinal nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A vacinação de resgate está disponível para crianças com até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Mudança aumenta a segurança

A substituição definitiva da vacina oral pela versão injetável acompanha recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e faz parte da estratégia nacional para manter o Brasil livre da circulação do poliovírus.

Enquanto a vacina oral utilizava vírus vivo atenuado, a VIP é produzida com vírus inativado, eliminando o risco de mutação e mantendo elevada eficácia na proteção contra a doença.

Brasil segue sem casos da doença

O Brasil não registra casos de poliomielite causada pelo poliovírus selvagem desde 1989 e é reconhecido como área livre da doença desde 1994.

Apesar desse cenário, autoridades de saúde alertam que o vírus ainda circula em alguns países, tornando fundamental manter a cobertura vacinal acima da meta de 95% para evitar a reintrodução da doença no país.

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