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PR: deputado Tito Barichello e vereadora Tathiana Guzella são denunciados por suposta operação policial falsa

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Ministério Público do Paraná acusa os parlamentares de abuso de autoridade após diligência realizada em Curitiba sem comunicação oficial à Polícia Civil. Ambos afirmam confiar na Justiça.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o deputado estadual Tito Barichello (PL) e a vereadora de Curitiba Tathiana Guzella (PL) por abuso de autoridade, em razão de uma suposta operação policial irregular realizada em março de 2024, no bairro Bacacheri, em Curitiba.

A denúncia foi apresentada em 11 de outubro de 2026 pela 2ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba.

Na época dos fatos, Barichello exercia mandato de deputado estadual, enquanto Tathiana estava cedida ao gabinete do deputado federal Felipe Francischini. Ambos estavam afastados de suas funções na Polícia Civil.

Operação ocorreu sem comunicação oficial à Polícia Civil

Segundo as investigações da Corregedoria da Polícia Civil, os parlamentares teriam utilizado a condição de agentes policiais para realizar uma diligência em uma residência.

A ação não foi comunicada formalmente à instituição e ocorreu sem equipe policial designada ou apoio operacional.

Durante a diligência, os envolvidos utilizaram um veículo particular com sinalizador luminoso, além de coletes balísticos com identificação oficial e distintivos da Polícia Civil do Paraná.

Ação foi transmitida na televisão e divulgada nas redes sociais

A operação foi acompanhada ao vivo por uma equipe de televisão e posteriormente divulgada nas redes sociais dos parlamentares.

Nas publicações, a diligência foi apresentada como uma busca por um suspeito de mandar assassinar um advogado.

Entretanto, a ordem judicial estava relacionada ao descumprimento de uma medida protetiva de urgência, e não à investigação mencionada nas divulgações.

MPPR aponta possível promoção pessoal e eleitoral

Para o Ministério Público, os denunciados teriam utilizado a identificação policial para obter visibilidade pública e benefício eleitoral.

A Promotoria sustenta que a exposição da operação na televisão e nas redes sociais teria proporcionado “projeção pessoal e impulsionamento eleitoral”.

A acusação será analisada pela Justiça, responsável por avaliar os fatos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Parlamentares se manifestam sobre a denúncia

Em nota conjunta, Tito Barichello e Tathiana Guzella afirmaram que confiam plenamente na Justiça e reafirmaram o compromisso com a legalidade, a ética e o respeito às instituições.

Os parlamentares também ressaltaram que a apresentação de uma denúncia não significa condenação.

Segundo a manifestação, os fatos ainda serão submetidos à análise judicial, com garantia do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência.

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